Comportamento de retraimento social em crianças até aos 24 meses de idade e sintomatologia psicopatológica parental

Data
2013
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Resumo
Objetivo: verificar se existe relação entre sintomatologia psicopatológica parental e comportamento de retraimento social da criança, assim como identificar aspetos associados. Método: 64 pais, 71 mães e 71 crianças com idade máxima de 24 meses foram avaliados. Para avaliar as características sociodemográficas e clínicas da amostra foram utilizados questionários autoadministrados, entre eles o Brief Symptom Inventory (BSI) (Canavarro, 1995) para a sintomatologia psicopatológica parental. O comportamento de retraimento social da criança foi avaliado através da Alarm Distress Baby Scale (ADBB) (Figueiredo e Costa, 2008). Resultados: há associação significativa entre a sintomatologia psicopatológica paterna e materna, verificando-se que a materna é significativamente superior; há associação significativa entre a sintomatologia psicopatológica parental e o comportamento de retraimento social da criança, distinguindo-se o caso do pai por apresentar maior número de dimensões psicopatológicas associadas; pais de crianças mais novas, cujo agregado familiar é composto por vários elementos e cuja criança não constitui o primeiro filho do casal apresentam maior sintomatologia psicopatológica, de forma significativa; crianças mais novas, com mães mais novas, que constituem o primeiro filho do casal, que residem apenas com pai e mãe, prematuras e com menor tempo de amamentação apresentam maior comportamento de retraimento social. Conclusão: há associação entre sintomatologia psicopatológica parental e comportamento de retraimento social da criança; o apoio social e a co-parentalidade parecem exercer papel mediador nessa associação; composição do agregado familiar parece desempenhar um duplo papel; é reforçada a perspetiva de maior envolvimento do pai na vida da criança e de que dedica especial atenção ao desenvolvimento social da mesma nos primeiros meses de vida.
Purpose: to determine whether there is a relationship between parental psychopathological symptomatology and social withdrawal behavior of the child, and identify associated aspects. Methodology: 64 fathers, 71 mothers and 71 children aged up to 24 months were evaluated. To evaluate the socio-demographic and clinical characteristics of the sample self-administered questionnaires were used, among them the Brief Symptom Inventory (BSI) (Canavarro, 1995) for parental psychopathological symptomatology. The social withdrawal behavior of the child was assessed by the Alarm Distress Baby Scale (ADBB) (Figueiredo & Costa, 2008). Results: There is a significant association between paternal and maternal psychopathological symptomatology, verifying itself that the maternal symptomatology is significantly higher; there is a significant association between parental psychopathological symptomatology and social withdrawal behavior of the child, distinguishing itself the case of the father by presenting greater number of associated psychopathological dimensions; parents of younger children, whose household is composed by several elements and whose child is not the couple's first child present more psychopathological symptomatology, significantly; younger children, with younger mothers, who are the couple's first child, who live with father and mother only, who are premature and who have shorter breastfeeding have higher social withdrawal behavior. Conclusion: there is an association between parental psychopathological symptomatology and social withdrawal behavior of the child; social support and co-parenting seem to play mediating role in this association; household composition appears to play a dual role; is reinforced the perspective for greater involvement of the father in child's life and that he gives special attention to the social development of the child in the first months of life.
Descrição
Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica
Palavras-chave
Psicopatologia , Retraimento social , Sintomatologia psicopatológica parental , Apoio social
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