Neonatologia equina: falha de transferência de imunidade passiva

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2018-01-18
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Resumo
A falha de transferência de imunidade passiva (FTIP) é comum nos poldros recémnascidos e predispõe estes a infeções graves. Os poldros com FTIP total ou FTIP parcial têm 50% de incidência de doenças infeciosas nas primeiras semanas de vida. Assim, uma deteção precoce de níveis baixos de imunoglobulinas G (IgG) permite a rápida tomada de ações preventivas ou o início atempado de terapias adequadas. Este trabalho teve como objetivo principal avaliar diferentes fatores que podiam influenciar a transferência de imunidade passiva das éguas para os poldros. Como tal foi acompanhada parte da época reprodutiva de 2017 no Pólo de Reprodução – Haras de la Gesse (PR-HDLG), em Boulogne-sur-Gesse, Toulouse, França. Para além disso também se pretendeu avaliar alguns parâmetros da amostra em termos de médias comparando com a bibliografia e com o que é considerado normal. No trabalho aqui apresentado houve uma correlação significativa entre o valor de Brix do colostro e a concentração de IgG nos poldros às 12H pós-parto (P=0,0125; r=0,49) ou seja, com uma correlação moderada (n=25). Para além disso foi observada também uma correlação significativa entra a idade da égua e a concentração de IgG do poldro (P=0.027; r=0.44; n=25). Quanto aos outros fatores, não se obtiveram associações significativas. As médias de duração da gestação (345.8 dias), de tempo que o poldro demorou para se levantar (29 minutos) e iniciar a ingestão do colostro (66 minutos), de tempo de expulsão do mecónio (89.5 minutos) e da hora em que ocorreram os partos encontravam-se dentro do já descrito. A obtenção de uma correta passagem de imunidade para o poldro é complexa e influenciada por fatores que acabam por interagir entre si. Uma correta identificação dos fatores de risco permite um menor risco da ocorrência de uma falha. É importante considerar sempre a égua, o poldro e o ambiente envolvente como um todo tentando controlar os diferentes fatores de risco
Failure of passive transfer (FPT) is common in newborn foals and predisposes foals to severe infections. Foals with total FPT or partial FPT have an incidence rate for infectious diseases of approximately 50% in the first weeks of life. For this reason, early detection of low immunoglobulin (IgG) levels is crucial as it allows for quick preventive actions and timely initiation of the appropriate therapies depending on the case in question. The main objective of this thesis is to evaluate different factors that may or may not influence the transfer of passive immunity of mares to foals. The work presented in this thesis was conducted during the 2017 reproductive season at the Breeding Pole - Haras de la Gesse (PR-HDLG), located in Boulogne-sur-Gesse, Toulouse, France. Several parameters of the sample were evaluated such as the Brix value of colostrum, the IgG concentration in foals, the mean duration of gestation, among others. The values obtained were compared to those presented in past studies and to the values that are considered normal. The results show a significant correlation between the Brix value of colostrum and the concentration of IgG in foals 12 hours postpartum (P = 0.0125, r = 0.49; n=25). In addition, there was a significant correlation between the age of the mare and the IgG concentration of the foal (P = 0.027, r = 0.44). Other parameters studied such as the mean duration of gestation (345.8 days), the time for foals to rise (29 minutes) and begin colostrum ingestion (66 minutes), the time of meconium ejection (89.5 minutes), and the time of delivery were within the normal range. The passage of immunity to the foal is very complex and is influenced by a plethora of factors. Thus, the accurate identification of risk factors allows for a lower risk of FTP. It is important to think about the mare, the foal, and the surrounding environment as a whole in order to control the different risk factors.
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Palavras-chave
Transferência de Imunidade , Colostro , IgG
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