Indução da ovulação em éguas

Data
2010
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Resumo
A inseminação artificial (IA) encontra-se, actualmente, amplamente difundida, sendo frequentemente utilizada em reprodução equina, revelando-se particularmente útil quando a cada garanhão é atribuído um elevado número de éguas, prática comum nas coudelarias. A crescente pressão económica actual para antecipar a época reprodutiva equina resultando em partos serôdios, tornou frequente o recurso à manipulação do ciclo éstrico, associado à implementação da técnica de IA, quer através da administração de produtos luteolíticos, quer através da indução da ovulação. A manipulação do ciclo éstrico e a planificação da ocorrência de ovulação é uma ferramenta reprodutiva que se tornou indispensável à difusão da IA com sémen refrigerado e sobretudo sémen congelado. Neste estudo procurou-se comparar alguns indicadores entre animais cujo ciclo foi interrompido ou não pela administração de um agente luteolítico, a PGF2α, e em que a ovulação ocorreu de modo espontâneo ou foi estimulada pela administração de hCG. Para isso foi utilizado um total de 89 éguas de diferentes raças, com idades compreendidas entre os 3 e os 22 anos. O controlo ecográfico da actividade ovárica entre a administração de hCG e a ovulação foi realizado diariamente. Neste estudo determinou-se o efeito da administração da hCG (Tratamento 1; n= 36), da PGF2α (Tratamento 2; n=9) ou da associação de ambos (Tratamento 3; n=16) sobre o intervalo de tempo até à ovulação e/ou o diâmetro folicular nos três dias que precederam a ovulação e, no caso particular da PGF2α, no intervalo de tempo até à manifestação de cio. Animais não sujeitos a qualquer tipo de tratamento foram agrupados no Grupo Controle (n=28). Estudou-se a influência de factores como a idade, raça e fase do ciclo reprodutivo (época de transição vs. época reprodutiva) na resposta ao tratamento avaliando-se ainda a influência dos tratamentos instituídos e da fase do ciclo reprodutivo na obtenção de uma gestação. Entre os factores avaliados, apenas se observou que a raça parece ter influído significativamente no intervalo de dias entre a administração de PGF2α e a ocorrência de cio (P=0,006). Neste trabalho, a utilização ou não de hCG, seja isolada ou após a administração de PGF2α, não mostrou ter exercido influência nos parâmetros avaliados. Contudo estas informações deverão ser interpretadas com cautela devido às limitações inerentes ao estudo.
Currently, artificial insemination (AI) is widely widespread, being used often in equine reproduction, revealing himself particularly useful when at each stallion is attributed a great number of mares, wich is common in studs. The current crescent economic pressure to anticipate the equine reproductive season, resulting in serotinous births, became frequent the recourse to the manipulation of estrus cycle, associated to the implementation of equine AI, wether by the administration of luteolytic products, wether by the ovulation induction. Estrous cycle manipulation and planning for the occurrence of ovulation are a reproductive tool that became indispensable for the diffusion of AI with cooled and specially with frozen semen. In this study we tried to compare some indicators between animal whose cycle was interromped or not by the administration of a luteolytic agent, the PGF2α and in wich ovulation occurred spontaneously or was stimulated by the administration of hCG. For that, a total of 89 mares of different breeds, aged 3 to 22 years, was used. Ovarian activity between hCG administration and oculation was monitored daily by ultrasound. In this study it was determined the effect of hCG administration (Treatment 1; n=36), PGF2α administration (Treatment 2; n=9) or the association of both (Treatment 3; n=16) on the interval to ovulation and/or on the follicular diameter in the three days preceding ovulation and, in the case of PGF2α, on the interval to estrus behavior. Animals that didn´t receive any treatment were grouped in Control group (n=28). It was studied the influence of factors such age, breed and reproductive cycle phase (transition phase vs. reproductive phase) in the response to treatment and it was still evaluated the influence of treatments established and the reproductive cycle phase in achieving a pregnancy. Between all the factores evaluated, it was only verified that breed seems to have influenced significantly the PGF2α administration to estrous behavior interval (P=0,006). In this study, the use of hCG, isolated or after PGF2α administration, revealed no influence on the parameters evaluated. However this information should be interpreted with caution due to the limitations of the study.
Descrição
Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária - Ciências Veterinárias
Palavras-chave
Inseminação artificial , Éguas
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