Impact of feed intake level and feeding time on some digestive parameters of the growing rabbit

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2008
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Resumo
A aplicação de uma restrição alimentar após o desmame, é recomendada por alguns autores para prevenir a ocorrência de doenças digestivas, cuja incidência é maior em coelhos após o desmame. O principal objectivo deste trabalho foi estudar o efeito do nível de restrição alimentar e do tempo de acesso ao alimentador em alguns parâmetros digestivos do coelho em crescimento. A experiência foi delineada de acordo com um modelo factorial 2×2, onde 4 grupos de doze coelhos com 32 dias de idade foram distribuídos ao acaso, de forma a comparar os efeitos do nível de ingestão de alimento (ad libitum vs. 75% do nível ad libitum) e do tempo de acesso ao alimentador (acesso livre ao alimentador 24h/24 ou acesso não permitido entre as 10h30 e as 16h30). Este maneio foi realizado entre os 32 e os 63 dias de idade e entre os 63 e os 70 dias de idade (abate), todos os animais foram alimentados ad libitum e com livre acesso ao alimentador durante todo o dia. A digestibilidade da dieta, o crescimento dos animais, a ingestão de alimento, o estado sanitário e o ritmo de excreção fecal foram as determinações realizadas neste trabalho. Nos resultados obtidos, não foram encontradas interacções significativas entre o nível de ingestão e o tempo de acesso ao alimentador, para qualquer dos parâmetros avaliados. Durante o período de restrição (32-63 dias), uma redução da ingestão de alimento levou a uma redução proporcional do peso vivo animal (-18%, P<0.001). Por outro lado, o tempo de acesso ao alimentador não teve qualquer efeito no mesmo parâmetro. O ganho de peso diário dos coelhos sujeitos a uma menor ingestão sofreu também uma forte redução (-26.8%, P<0.001). Durante o período ad libitum (63-70 dias), os animais anteriormente sujeitos a uma menor ingestão apresentaram um importante fenómeno de crescimento compensatório (+66%, P<0.001), associado a uma maior ingestão de alimento (+8.5%, P<0.01) destes animais durante este período. O tempo de acesso ao alimentador não teve qualquer efeito no ganho de peso ou na ingestão de alimento. Durante o período de restrição, o índice de conversão alimentar não foi afectado significativamente pelos tratamentos em questão. Contudo, durante o período seguinte (alimentação ad libitum) nos animais anteriormente restringidos, este melhorou significativamente. Durante o período de restrição alimentar foi observado um efeito positivo do nível de ingestão na digestibilidade do alimento, qualquer que seja o nutriente em causa. Observamos que a digestibilidade fecal da matéria orgânica e do ADF foi maior cerca de 3 unidades, enquanto que, a digestibilidade da proteína bruta foi ainda maior (+ 6 unidades). No que diz respeito ao tempo de acesso ao alimentador, com a excepção da digestibilidade do NDF e da hemicelulose, que foi maior em animais com menor tempo de acesso ao alimento, a digestibilidade de todos os outros componentes não foi alterada. No ensaio foi também possível observar que, um reduzido nível ingestão provoca uma antecipação do período de excreção fecal (7h-19h), sendo este mais significativo durante a manhã e menos importante durante a noite. Quando o acesso ao alimentador não era permitido (10h30-16h30), observou-se uma dupla fase de excreção fecal (7h-13h e 15h-21h) em animais estando simultaneamente sujeitos a um reduzido nível de ingestão. Além disso, foi possível observar que animais com menor tempo de acesso ao alimentador apresentaram um ritmo de excreção fecal mais importante durante a noite e menos importante durante a manhã.
Le rationnement alimentaire est souvent utilisé en élevage cunícole afin de prévenir l’apparition des troubles digestifs post-sevrage. Le principal objectif de ce travail a été d’étudier les effets du niveau du rationnement et du temps d’accès à la mangeoire dans le procès digestif du lapin en engraissement. Le dispositif expérimental consiste en un modèle bi factoriel à 2×2 niveaux, où 4 groupes de 12 lapins ont été groupés pour comparer les effets du niveau d’alimentation (ad libitum vs 75% du niveau ad libitum) et du temps d’accès à la mangeoire (accès libre à la mangeoire 24h/24 vs accès restreint entre le 10h30 et 16h30). Ce schéma a été appliqué entre 32 et 63 jours d’âge, avec un retour à l’alimentation à volonté et accès livre à la mangeoire de 63 jours jusqu’à 70 jours d’âge. Dans cet essai, nous avons contrôlé la digestibilité de la diète, l’ingestion d’aliment, croissance, l’état sanitaire et le rythme d’excrétion fécale. Il n'y a pas d’interactions significatives entre les deux facteurs principaux (niveau de rationnement et temps d’accès à la mangeoire), pour aucun des paramètres étudiés. En période de restriction (de 35 à 63 jours d'âge), la réduction de l’ingestion entraîne une réduction proportionnelle du poids vif (-18%, P<0.001), tandis qu’il n’y a pas eu d’effet significatif du temps d’accès à la mangeoire quelle que soit l’âge des animaux. Le gain moyen quotidien a été aussi proportionnellement réduit selon la réduction du niveau d’ingestion (-26.8%, P<0.001). Le retour à l’alimentation à volonté (63 à 70 jours) entraîne une forte croissance compensatrice (+66%, P<0.001), associée à l’accroissement de l’ingestion (+8.5%, P<0,01). L’effet du temps d’accès à la mangeoire n'a pas d’effet significatif, que ce soit sur l’ingestion ou le gain moyen quotidien. Pendant la période de rationnement, la diminution du niveau d’ingestion n’a pas affecté l’indice de consommation, alors que, pendant la période de réalimentation (63-70 jours), l’indice de consommation des lapins rationnés a été très amélioré. Le niveau d’alimentation a eu un effet significatif favorable dans la digestibilité de la diète pendant la période de rationnement, quelle soit le nutriment. La digestibilité fécale de la matière organique et de l’ADF a été 3 unités plus élevée et encore plus élevée pour la protéine brute (+6 unités). En ce qui concerne le temps d’accès à la mangeoire, à l’exception de la digestibilité du NDF et hémicelluloses qu’a été plus élevée chez les animaux avec un accès limité à la mangeoire, la digestibilité de tous les autres nutriments n’a pas été modifiée de façon significative. Dans cet essai, nous avons aussi observé qu’un faible niveau de consommation a abouti à une excrétion fécale plus précoce (7h – 19h), celle-ci étant plus importante pendant la matinée et moins importante pendant la nuit. Quand l'accès à la mangeoire était interdite (10h30-16h30), un modèle d'excrétion à deux phases a été observé pour des animaux ayant aussi un niveau de consommation réduit. De plus, un temps réduit pour l'accès à la mangeoire a mené à une excrétion fécale plus importante pendant la nuit et moins importante pendant la journée.
After weaning, a feed restriction may be recommended in order to prevent post-weaning digestive disorders of the growing rabbit. The main aim of this project was to study the effect of the level of feed restriction and time for access to the feeder on the digestive process of the growing rabbit. The experiment was designed according to a 2×2 factorial model, where four groups of 12 rabbits were allotted to compare the effects of the intake level (ad libitum or limited to 75% of the ad libitum) and time for access to the feeder (free access to feeder 24h/24 or access denied between 10h30 and 16h30).These treatments were applied between 32 and 63 days old, and between 63 and 70d old the animals were fed ad libitum with free access to feeder. In this trial the following measurements were made: diet digestibility, growth, feed intake, health status and faecal excretion rhythm. Whatever the parameter, no significant interactions among the intake level and the time for access to the feeder were found. During the restriction period (32-63 days), the reduction of the intake level led to a proportional reduction of the live weight (-18%, P<0.001), while there was no significant effect of the time for access to the feeder whatever the age of the animals. The daily weight gain was also proportionally reduced (-26.8%, P<0.001) according to the reduction of the level of feed intake. During the ad libitum period (63-70 days), the restricted animals exhibited an important compensatory growth (+66%, P<0.001), associated to a higher intake (+8.5%, P<0.01). The time for access to the feeder did not significantly affect the weight gain or feed intake. While during the restriction period, the reduction of the intake level did not affect the feed conversion, reversely, during the realimentation (63-70 days), the feed conversion of restricted rabbits was greatly improved. The level of feed restriction has a favourable significant effect on feed digestibility during the restriction period, whatever the nutrient. The faecal digestibility of organic matter and ADF was about 3 units higher, while for crude protein this effect was greater (+6 units). Respect to the time for access to the feeder, with the exception of the digestibility of the NDF and hemicelluloses that was higher in the animals with limited access to the feed, the digestibility of all the other components was not modified significantly. A low level of intake resulted in an earlier hour for faecal excretion (7h-19h), being this one more significant during the morning and less important during night. When the access to the feeder was denied (10h30-16h30), a two-phase excretion pattern (7h-13h and 15h-21h) was observed for animals having as well a reduced intake level. In addition, a reduced time for access to the feeder led to a more important faecal excretion during night and less important during the morning.
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