Parentalidade, personalidade e resiliência em pais de filhos com doenças raras: papel da vinculação amorosa

Data
2019-01-17
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Resumo
A escassez de estudos que descrevem o impacto das doenças raras na vida dos indivíduos, particularmente, nas figuras parentais, é notória. A literatura tem descrito que o ato de cuidar de um filho com doença rara poderá desencadear reações construtivas e positivas, onde a realização de rotinas de cuidados pode fortalecer a ligação entre pais e filhos. Além disso, a qualidade do vínculo ao par amoroso poderá fazer a diferença no desenvolvimento do processo resiliente das figuras parentais. O objetivo do presente estudo prende-se com a análise do papel preditor da parentalidade no desenvolvimento de resiliência em pais de filhos com doenças raras, testando o efeito moderador da vinculação amorosa na associação anterior. A amostra foi constituída por 160 figuras parentais com idades compreendidas entre os 22 e os 81 anos (M = 42.44; DP = 9.77). Para a recolha dos dados recorreu-se ao Parents As Social Context Questionnaire (PASCQ), Resilience Scale (RS), Questionário de Vinculação Amorosa (QVA) e a um questionário sociodemográfico. Os resultados sugerem que as dimensões da parentalidade calor e estrutura predizem positivamente a resiliência. Constatou-se ainda o efeito moderador das dimensões da vinculação amorosa confiança e evitamento na associação entre a dimensão da parentalidade rejeição e a resiliência. Os resultados serão discutidos à luz da teoria da vinculação, assumindo a importância da parentalidade e vinculação amorosa no desenvolvimento de resiliência em pais de filhos com doenças raras.
The scarcity of studies that describe the impact of rare diseases on individuals lives, particularly on parental figures, is notorious. The literature has described that caring for a child with a rare disease may trigger constructive and positive reactions, where performing care routines can strengthen the bond between parents and children. In addition, the quality of romantic attachment can make a difference in the development of the resilient process of parental figures. The objective of the present study is to analyze the predictive role of parenting in the development of resilience in parents of children with rare diseases, testing the moderating effect of romantic attachment in the previous association. The sample consisted of 160 parental figures aged 22-81 years (M = 42.44, SD = 9.77). To collect the data, we used the Parents As Social Context Questionnaire (PASCQ), Resilience Scale (RS), Romantic Attachment Questionnaire (QVA) and a sociodemographic questionnaire. The results suggest that the dimensions of parenthood warmth and structure positively predict resilience. It was also observed the moderating effect of the dimensions of romantic attachment trust and avoidance in the association between the dimension of parenting rejection and resilience. The results will be discussed in the light of attachment theory, assuming the importance of parenting and romantic attachment in the development of resilience in parents of children with rare diseases.
Descrição
Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica apresentada à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
Palavras-chave
Doenças raras , parentalidade , resiliência , vinculação amorosa
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