Hiperplasia benigna prostática em cães e deteção do dano de DNA prostático pelo teste cometa

Data
2018-02-01
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Resumo
O presente trabalho tem como objetivo verificar a existência de correlação entre hiperplasia benigna prostática (HBP) e o dano de DNA (basal e oxidativo) existente nas células prostáticas e sanguíneas através do teste cometa, com intuito de avaliar a influência desta afeção no DNA dos diferentes tipos de células. Este estudo incluiu 9 cães machos inteiros, de diversas idades, tamanhos e raças. Os animais foram dividos por 2 grupos: grupo A (controlo) animais sem HBP e grupo B, animais com HBP. As amostras para o teste cometa foram recolhidas através de massagem prostática e o diagnóstico citológico feito a partir da amostra obtida pelo mesmo método ou através da punção prostática por agulha fina ecoguiada. Para todos os animais realizaram-se lâminas para avaliar o dano de DNA basal prostático e sanguíneo, sendo que em 2 se obtiveram lâminas para estudo dos danos oxidativos. No entanto, obtiveram-se informações sobre as dimensões prostáticas o que permitiu fazer o cálculo do volume prostático e fazer a correlação desta variável com a idade, peso e a presença ou não de HBP. Dos 9 animais estudados, 7 apresentavam um exame citológico positivo de HBP, correspondendo a um total de 77,7% dos animais, sendo que os restantes 22,2% apresentaram resultado negativo. O grupo A apresentou valores médios de dano basal de DNA prostático inferiores ao grupo B (80,50 UA ± 16,26 e 176,57 UA ± 95,05, respetivamente, sendo p= 0,33). Relativamente ao dano basal de DNA sanguíneo verificou-se a mesma situação, no entanto com uma diferença significativamente inferior (103,50 UA ± 4,95 e 105 UA ± 99,19, respetivamente, e p= 0,88). Não foi possível fazer a mesma comparação relativa aos danos de DNA oxidativos devido à falta de dados. Como conlusão do estudo, verificou-se a existência de significância estatítica entre o dano de DNA basal prostático, a idade e o volume prostático, bem como entre este útlimo e o dano de DNA basal sanguíneo.
The aim of the present study was to verify the existence of a correlation between benign prostatic hyperplasia (BPH) and DNA damage (basal and oxidative) in prostate and blood cells through the comet assay, in order to evaluate the influence of this affection in the DNA of different cell types. This study included 9 whole males, of different ages, platforms and breeds. The animals were divided into 2 groups: group A (control) animals without BPH and group B, animals with BPH. The samples for the comet assay were collected through prostatic massage and the citologic diagnosis made from the sample obtained with the same method or through ecoguided prostatic puncture by fine needle. Slides were used for all animals to evaluate the damage of prostatic and blood basal DNA, althought 2 were obtained for the study of oxidative damage. However, information was obtained on how prostatic dimensions were or could be used to calculate the prostatic volume and to correlate this variable with age, weight and whether or not BPH was present. Of the 9 animals studied, 7 presented a positive cytological BPH's test, corresponding to a total of 77.7% of the animals, and the remaining 22.2% showed a negative result. Group A presented mean values of baseline prostatic DNA damage lower than group B (80.50 UA ± 16.26 and 176.57 UA ± 95.05, respectively, with p= 0,33). Concerning the basal blood DNA damage, the same situation was observed, however with a significantly lower difference (103.50 UA ± 4.95 and 105 UA ± 99.19, respectively, with p= 0,88). It was not possible to make the same comparison regarding oxidative DNA damage due to lack of data. As a conclusion of the study, there was a statistically significant difference between prostate basal DNA damage, age and prostatic volume, as well as between the last one and baseline blood DNA damage.
Descrição
Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
Palavras-chave
Hiperplasia próstatica benigna , Dano ao DNA , Ensaio cometa , Cão
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