Pulmonary parasites and parasitoses in Common seal (Phoca vitulina) and Grey seal (Halichoerus grypus)

Data
2016-10-03
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Resumo
Parafilaroides gymnurus e Otostrongylus circumlitus são duas espécies de nematodes parasitas que infetam focas. As espécies foca comum (Phoca vitulina) e foca cinzenta (Halichoerus grypus), hospedeiros definitivos destes parasitas, são carnívoros aquáticos que se infetam pela ingestão do hospedeiro intermediário, i.e. peixe infetado. As formas adultas dos parasitas residem no trato respiratório das focas, sendo o parasita P. gymnurus encontrado no parênquima e alvéolos pulmonares, e o parasita O. circumlitus na árvore brônquica, podendo obstruir as vias respiratórias. A reprodução destes parasitas ocorre nesta localização, sendo as fêmeas ovovivíparas. O primeiro estádio larvar (L1) destas espécies parasitárias pode ser encontrado junto com a forma adulta. Durante este estudo feito no hospital RSPCA’s East Winch Wildlife Centre, em Norfolk, Inglaterra, entre os meses de Julho e Dezembro de 2013, foram acompanhados 29 casos clínicos de focas suspeitos de infeção por parasitas pulmonares. O diagnóstico destas parasitoses é clinico ou realizado pela visualização da forma adulta do parasita, expelida pelo animal durante a tosse. Em infeções moderadas ou graves, o tratamento é feito com três administrações intramusculares do agente antiparasitário – ivermectina (0,3 mg/kg), dadas com 10 a 14 dias de intervalo. Em infeções ligeiras, é feita uma administração única de doramectina (0,3 mg/kg). Foram colhidas amostras fecais para a pesquisa de L1 de parasitas pulmonares, para ser possível fazer uma estimativa da sua prevalência. Amostras foram analisadas, antes e depois do tratamento antiparasitário ter sido efetuado, de forma a ser possível determinar a sua eficácia contra estes agentes parasitários. As amostras foram submetidas ao método modificado de Baermann, de forma a ser possível visualização e contagem das L1 sob observação ao microscópio ótico. Os resultados foram registados separadamente para larvas móveis, não móveis e degeneradas, para ambas as espécies parasitárias. Sessenta e dois por cento das focas foram positivas para a presença de L1 nas suas fezes e 37,9% foram negativas. Das 82,7% que tiveram um diagnóstico clínico presuntivo de parasitas pulmonares, 75% tiveram este diagnóstico confirmado, em 20,8% foi impossível obter uma conclusão, e 4,2% foram tratadas sem terem excretado L1. Os sinais clínicos apareceram com mais frequência nas focas comuns, geralmente no grupo em que o diagnóstico de parasitose pulmonar foi confirmado. As focas tornaram-se negativas para L1 com ambos os agentes antiparasitários usados nos protocolos de tratamento. Diferentes estudos relacionados com infeções por parasitas pulmonares foram levados a cabo nestas duas espécies de focas. Foram encontrados valores diferentes de infeção em Inglaterra e noutros países, como Canadá, Estados Unidos da América, Holanda e Alemanha. Nos estudos realizados com animais vivos, os sinais clínicos encontrados foram similares aos registados no estudo atual, tendo sido os tratamentos eficazes. Em conclusão, este estudo permitiu concluir que a prevalência dos parasitas pulmonares nas focas comuns que deram entrada no RSPCA’s East Winch Wildlife Centre é elevada, os métodos de diagnóstico são satisfatórios e que o tratamento usado é eficaz contra estes parasitas.
Parafilaroides gymnurus and Otostrongylus circumlitus are two species of nematode parasites that infect seals. Common seals (Phoca vitulina) and grey seals (Halichoerus grypus), definitive hosts of these parasites, are aquatic carnivores that get infected by ingesting contaminated fish which act as intermediate hosts. The parasitic adult forms reside in the respiratory tract of seals, with P. gymnurus being found in the pulmonary parenchyma and alveoli, and O. circumlitus in the bronchial tree, where it can obstruct the airways. In these locations reproduction occurs and as the females are ovoviviparous, the first stage larvae (L1) of both these species can be found alongside the adult parasitic forms. During this study, carried out in RSPCA’s East Winch Wildlife Centre, Norfolk, England, from July to December 2013, 29 seals’ clinical cases suspected of being infected with lungworm were followed. The diagnosis of lungworm infection was made clinically or by the visualization of the parasites’ adult forms expelled by the animal while coughing. The treatment was carried out, once mild to severe infections were diagnosed, with three intramuscular administrations of the anthelmintic ivermectin (0.3 mg/kg) given 10 to 14 days apart. In light infections one single dose of doramectin (0.3 mg/kg), was administered. Faecal samples were collected for the presence of lungworm L1, in order to estimate the seals’ lungworm parasitic prevalence. Samples were collected and analysed, before and after the anti-parasitic treatment was performed, to determine its effectiveness against the parasites. The samples were submitted to the modified Baermann’s method, so the larvae could be visualized and counted under the optical microscope. The results on larvae mobility, non-mobility and degeneration were noted for both species of nematodes. Sixty-two per cent of the seals were positive for lungworm L1 in their faeces, while 37.9% were negative. From the 82.7% that had a clinical presumptive lungworm diagnosis made, 75% had the diagnosis confirmed, in 20.8% it was impossible to reach a conclusion, and 4.2% were treated without having excreted L1. Clinical signs appeared with more frequency in common seals, generally in the group in which the lungworm’s infection diagnosis was confirmed. The seals were negative for L1 in their faeces after treatment with both anti-parasitic agents were administered. Different studies have been carried out concerning lungworm infections in these two species of seal. Different prevalences of infection have been found among England and other countries, like Canada, the United States of America, the Netherlands and Germany. In studies performed with live animals, the encountered clinical signs were similar to the ones registered in the current study and the established treatments have been successful. In conclusion, in this study the lungworm’s parasitic prevalence in common seals admitted at RSPCA’s East Winch Wildlife Centre was high, the diagnostic methods were satisfactory and the treatment used was successful.
Descrição
Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
Palavras-chave
Foca , Infeção por nemátodos , Parasitos , Doenças respiratórias , Pneumopatias parasitárias , Diagnóstico clínico , Antiparasitários
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