Padrão de sexualidade no final da gravidez: relação com variáveis obstétricas

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Resumo
Introdução: No presente relatório do estágio de natureza profissional, realizado na sala de partos, descrevemos o desenvolvimento das competências comuns e específicas do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Saúde Materna e Obstétrica (EEESMO). No âmbito destas competências desenvolvemos um estudo de investigação sobre a relação de algumas variáveis obstétricas com a frequência das relações sexuais no final da gravidez, uma vez que as mudanças no padrão sexual na gravidez podem ser significativas e repercutir-se na saúde e bem-estar da mulher/casal. Objetivos: Descrever e analisar o processo de aquisição de competências para a prestação de cuidados à mulher/casal e recém-nascido durante o trabalho de parto e parto. Identificar a relação entre o início espontâneo de trabalho de parto, a idade gestacional no momento do parto, o tipo de parto, a duração da fase ativa e duração do segundo estadio com a frequência das relações sexuais coitais no final da gravidez. Metodologia: Foi realizado um estudo quantitativo, analítico-correlacional e transversal, numa amostra de conveniência constituída por 82 parturientes. Os dados foram recolhidos através de um formulário construído especificamente para o estudo e a análise dos dados foi realizada com recurso à estatística descritiva e inferencial. Resultados: A maioria das participantes referiu ter tido relações sexuais no último trimestre de gravidez (78%), e destas 79,7% afirmaram ter tido relações nos sete dias que antecederam o parto. A maioria referiu alteração do padrão sexual (76,8%), em particular no último trimestre (56,5%), dos motivos referidos destacam-se o medo e o desconforto físico. Os resultados não permitiram confirmar a relação entre a idade gestacional no parto, o início espontâneo do trabalho de parto, o tipo de parto, a duração da fase ativa e a duração do segundo estadio com a frequência das relações coitais nos últimos sete dias da gravidez. Conclusões: A gravidez é uma condição crítica para a manutenção do padrão sexual habitual da mulher, porém não foi verificada associação entre a prática de relações sexuais no final da gravidez e as variáveis obstétricas estudadas. É importante que a intervenção do enfermeiro especialista, permita a abordagem desta problemática na consulta de enfermagem pré-natal, na consulta de termo e nos programas de preparação para o parto e parentalidade.
Introduction: In the present professional internship report, carried out in the delivery room, we describe the development of common and specific skills of the Specialist Nurse in Maternal and Obstetric Health Nursing (SNMOHN). Having in mind the above mentioned skills, we developed a research study on the relationship of some obstetric variables with the frequency of sexual intercourse at the end of pregnancy, since the changes in the sexual pattern during pregnancy can be significant and have repercussions on the woman’s/couple’s health and well-being. Objectives: Describing and analysing the process of acquiring skills in order to provide care to women/couples and newborns during the childbirth labour and delivery. Identifying the relationship between spontaneous onset of childbirth labour, gestational age at delivery, type of delivery, duration of the active phase labour and duration of the second stage with the frequency of coital intercourse in late pregnancy. Methodology: An analytical cross sectional correlational study of quantitative approach was carried out through a convenience sample composed of 82 pregnant women. The data were collected by using a form specifically built for the study and the data analysis was performed by using descriptive and inferential statistics. Results: Most of the participants reported to have had sex in the last trimester of pregnancy (78%) and 79.7% of them stated to have had sex in the seven days before delivery. Most reported changes in sexual pattern (76.8%), particularly in the last trimester (56.5%). Fear and physical discomfort stand out among the mentioned reasons. The results did not allow us to confirm the relationship between gestational age at delivery, spontaneous onset of childbirth labour, type of delivery, duration of the active phase labour and duration of the second stage with the frequency of intercourse in the last seven days of pregnancy. Conclusions: Pregnancy is a critical condition for the maintenance of a woman's usual sexual pattern, nevertheless there was no association between the practice of sexual intercourse at the end of the pregnancy and the obstetric variables studied. It is important that the intervention of the specialist nurses, allows this issue to be approached in prenatal nursing care/appointments and in the childbirth and parenting preparation programs.
Descrição
Relatório de Estágio de Natureza Profissional Mestrado em Enfermagem de Saúde Materna e Obstetrícia
Palavras-chave
Sexualidade , Gravidez
Citação