Sincronização do estro e da ovolução após tratamento progestagénico associado a eCG ou hCG em cabras nulíparas da raça Serrana

Data
2007
Autores
Simões, João
Azevedo, Jorge Manuel Teixeira de
Título da revista
ISSN da revista
Título do Volume
Editora
Veterinaria
Projetos de investigação
Unidades organizacionais
Fascículo
Resumo
O objectivo deste trabalho foi a determinação do momento do estro e da ovulação em cabras após a aplicação de dois protocolos de sincronização éstrica. Em Maio, foram aplicadas em doze cabras nulíparas da raça Serrana, esponjas vaginais impregnadas com fluorgestona. No 12º dia, procedeu-se à remoção da esponja (RE) e foi injectado (I.M.) 50 μg de cloprostenol. Simultaneamente, foi administrado (I.M.) 500 UI de eCG ao grupo 1 (G1; n=6) e 500 UI de hCG ao grupo 2 (G2; n=6). Foi usado um bode com arnês marcador para a detecção do estro. Para determinação do pico préovulatório de LH, foi colhido sangue cada 4 horas durante as primeiras 24 horas após o início do estro. O momento da ovulação foi determinado por ecografia, cada 4 horas, entre as 20 e 44 horas após o início do estro. Os corpos lúteos foram contados 7 a 10 dias após a ovulação. Em duas cabras do G2 não foi detectado o pico de LH nem o momento da ovulação. O intervalo RE – estro foi de 34,7 ± 0,9 horas (n=6) e 39,6 ± 4,8 horas (n=4; P>0,05) para o G1 e G2, respectivamente. Foi observada uma tendência para um menor intervalo RE – pico de LH no G1 (38,7 ± 0,9 horas) que no G2 (44,6 ± 3,2 horas; P=0,07). A ovulação ocorreu mais cedo, após a RE, no G1 (58,7 ± 0,9 horas) do que no G2 (65,6 ± 3,4 horas; P≤0,05). O número médio de corpos lúteos foi de 3,5 ± 0,2 no G1 e de 2,5 ± 0,3 no G2 (P≤0,05). Os resultados sugerem que a eCG é mais eficiente na sincronização do estro e estimula a ovulação mais cedo que a hCG após a remoção das esponjas em cabras nulíparas
Descrição
Palavras-chave
Estro , Ovulação , LH , Caprinos
Citação