A perceção dos pais sobre a sua responsabilidade nas práticas alimentares dos filhos: relação com a obesidade infantil

Data
2015-06-02
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Resumo
Introdução: O excesso de peso e a obesidade em geral, bem como a obesidade infantil em particular, têm sido considerados um problema emergente de saúde pública a nível mundial. Esta patologia foi considerada pela Organização Mundial de Saúde (WHO, 2000) como uma doença multifatorial podendo ter como etiologia fatores biológicos, comportamentais e ambientais, que para Enes e Slater (2010) se inter-relacionam e se potencializam entre si. Segundo Birch (2006), entre os adultos, a responsabilidade da escolha dos alimentos é atribuída a cada um, mas nas crianças existe uma dependência dos pais ou cuidadores, que devem ser responsáveis por uma alimentação que permita um desenvolvimento e crescimento saudável. Acreditamos que a responsabilidade parental sobre a alimentação tem um papel importante na manutenção de um Índice de Massa Corporal (IMC) aceitável. Objetivo: Avaliar qual a perceção dos pais sobre a sua responsabilidade nas práticas alimentares dos filhos e sua relação com a Obesidade Infantil. Metodologia: Estudo quantitativo do tipo correlacional-preditivo, que decorreu entre fevereiro e abril de 2012. Procedemos à avaliação antropométrica, com cálculo do IMC percentilado, segundo as curvas de percentil da Direção-Geral da Saúde (2005b), e aplicação de um questionário de atitudes, crenças e práticas alimentares, já validado, aos pais de 189 crianças de cinco escolas públicas e privadas de Peso da Régua, sendo a amostra correspondente à população acessível. Resultados: A prevalência de excesso de peso na nossa amostra é de 23,3% e de obesidade é de 19,6%. A maioria dos pais exerce muita monitorização sobre a alimentação dos seus filhos (76,2%) e têm a perceção de que os comportamentos alimentares das crianças são em grande parte da sua responsabilidade (91,0%), embora não se mostrem muito preocupados com o peso das crianças (14,9%). Das várias crenças e atitudes dos pais, aquelas em que se verificaram diferenças estatisticamente significativas, quando cruzadas com o IMC percentilado das crianças, foram a preocupação com o peso da criança (Kruskal-Wallis: p=0,00) e a pressão para comer (Kruskal-Wallis: p=0,034). Conclusão: Os resultados, por nós encontrados, vêm demonstrar a pertinência do desenvolvimento de uma proposta de intervenção centrada na família, cujo foco serão essencialmente as crenças e atitudes dos pais em relação às práticas alimentares infantis.
Introduction: Overweight and obesity in general and childhood obesity in particular have been considered an emerging public health problem worldwide. This pathology was considered by the World Health Organization (WHO, 2000) as a multifactorial disease having a biological, behavioral and environmental etiological factors, that for Enes and Slater (2010) are interrelated and enhance between themselves. According to Birch (2006), among adults responsibility for the choice of food is personal, but there is a child dependency in parents and caregivers, who must be responsible for a diet that provides a healthy growth and development. We believe that parental responsibility over nutrition plays an important role in maintaining an acceptable Body Mass Index (BMI). Objective: To evaluate the perception of parents about their responsibility in feeding practices of children and relationship with childhood obesity. Methodology: A quantitative correlational-predictive type study, which took place between february and april 2012. Anthropometric evaluation, with BMI calculation using cut of points, percentile curves according the Directorate General of Health (DGS, 2005b), and a validated questionnaire of attitudes, beliefs and feeding practices, applied to the parents of 189 children from five public and private schools from Peso da Régua, being the sample correspondent to the accessible population. Results: The prevalence of overweight in our sample is 23,3% and obesity is 19,6%. Most parents control the eating habits of their children (76,2%) and have the perception that the eating behaviors of children are largely their responsibility (91,0%), while not being very concerned about the weight of children (14,9%). Among the various beliefs and attitudes of parents, those that show statistically significant differences, when crossed with BMI using cut of points, were the concern about the child's weight (Kruskal-Wallis: p=0.00) and the pressure to eat (Kruskal-Wallis: p=0.034). Conclusion: The results, found by us, show the relevance of developing a proposed intervention focused on family, whose focus will be essentially the beliefs and attitudes of parents regarding the infant feeding practices.
Descrição
Dissertação de Mestrado em Enfermagem Comunitária
Palavras-chave
Enfermagem em saúde comunitária , Obesidade pediátrica , Nutrição da criança , Responsabilidade dos pais , Atitudes dos pais
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