Dinâmica das exportações na área do euro

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2016
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Resumo
A crise económica e financeira teve um impacto no comércio internacional mundial, caindo 15% durante o final de 2008 e início de 2009. Esse impacto também foi sentido na Área do Euro (AE). Este problema veio juntar-se aos desequilíbrios já existentes das balanças comerciais dos diferentes Estados-membros. Outro fator que alterou o panorama do comércio internacional, foi a ascensão de países emergentes, principalmente da China, que parece ter influenciado as quotas de mercado das exportações da tríade (Estados Unidos da América, do Japão e da União Europeia). Neste trabalho é feita uma análise da evolução das exportações na Europa e no Mundo, recorrendo ao indicador de quotas de mercado das exportações, concluindose que a tríade dominava o panorama de comércio internacional em 1999, mas em 2014 é ultrapassada pela China. A análise das exportações dos Estados-membros da AE no período compreendido entre 1999 e 2014 sugere o aumento do grau de abertura desses países, o aumento do peso das exportações de produtos com intensidades tecnológicas mais elevadas e o acentuar dos desequilíbrios da balança comercial na AE. A revisão de literatura permitiu identificar três grandes grupos de determinantes do desempenho das exportações: a competitividade preço, a competitividade não-preço e a procura. Neste estudo, utilizando um modelo econométrico de dados em painel aplicado à equação da procura de exportações, procura-se explorar os determinantes da dinâmica das exportações da indústria transformadora, em doze países da AE, no período 2000- 2014. Mais concretamente consideraram-se como variáveis explicativas das exportações da indústria transformadora, a procura externa, a competitividade preço, a produção industrial, a procura interna e a composição das exportações. Os resultados obtidos sugerem que um aumento da procura externa, da procura interna e da produção industrial têm um efeito positivo sobre as exportações da indústria transformadora. Confirma-se que uma valorização da taxa de câmbio efetiva real tem um efeito negativo nas exportações da indústria transformadora. Em contraste, os resultados sugerem que a composição das exportações não é uma determinante do desempenho das exportações na AE.
The economic and financial crisis had an impact in the world international trade, falling 15% in late 2008 and early 2009. This impact was also felt in the Euro Area (EA). This problem is in addition to the existing imbalances in the trade balances from the different Member States. Other factor that changed the panorama of international trade, was the rise of emerging countries, especially China, which had appear to have influenced the market share of exports of the triad (United States of America, Japan and the European Union). This paper presents an analysis of the evolution of exports in Europe and in the world, using the indicator of market share in exports, concluding that the triad dominated the panorama of international trade in 1999, but in 2014 is surpassed by China. The analysis of exports from Member States of EA in the period between 1999 and 2014 suggest the increased openness of these countries, the increase in the weight of exports of products with higher technological intensity and the increase of trade imbalances in EA. The review of the literature identified three major groups of determinants of export performance: a price competitiveness, a non-price competitiveness and demand. This study use a panel data econometric model applied to the equation of export demand, seeks to explore the determinants of the dynamics of manufacturing exports in twelve countries of EA in the period from 2000 to 2014. In particular, are considered as explanatory variables of manufacturing exports, external demand, price competitiveness, industrial production, domestic demand and export composition. The results suggest that an increase in external demand, domestic demand and industrial production have a positive effect on manufacturing exports. It is confirmed that an appreciation in real effective exchange rate has a negative effect on manufacturing exports. In contrast, the results suggest that the composition of exports is not a determinant of export performance in the EA.
Descrição
Dissertação de Mestrado em Ciências Económicas e Empresariais
Palavras-chave
Comércio internacional , Competitividade , Dados em painel , Estudo empírico
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