Terminologia científica: do grego e latim às línguas vernáculas

Data
2021-04
Autores
Fernandes, Gonçalo
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Editora
Sociedade Portuguesa de Ciências Veterinárias
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Resumo
Neste artigo, analisamos os processos de formação da terminologia científica desde as línguas clássicas (grego e latim) até à sua incorporação nas línguas vernáculas (modernas), em particular o português. Esta língua românica proveio do latim popular ou vulgar, falado pelo povo, onde as lexias se foram transformando espontânea e gradualmente até ao momento atual, tendo sofrido muitas alterações ao longo do tempo. Há, contudo, uma segunda via, a que chamamos erudita, com a incorporação dos vocábulos diretamente daquelas línguas clássicas, sem grandes adaptações ortográficas à nossa língua e sem a sujeição a transformações da fonética histórica. Esta via tem evidente interesse para o estudo da terminologia e etimologia científicas contemporâneas, pois, primeiramente, ocorre a latinização de formas gregas, através de regras de transliteração e de acentuação próprias, até à sua completa incorporação no léxico português. No entanto, ocorrem dois princípios, que, muitas vezes, colidem, a “ratio” [razão] e o “usus” [uso]: o primeiro segue as regras dos gramáticos e lexicógrafos e o segundo, o “uso”, que muitas vezes consagra uma determinada forma em detrimento de outra mais “correta”.
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Fernandes, Gonçalo. 2021. “Terminologia científica: do Grego e Latim às línguas vernáculas”. Revista Portuguesa de Ciências Veterinárias, 116 (617): 20-24.