Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10348/11323
Title: Sofrimento e estratégias de coping dos enfermeiros numa Unidade de Cuidados Intensivos
Authors: Pires, Luísa Maria Raposo
Advisor: Castelo Branco, Maria Zita Pires
Antunes, Maria Cristina Quintas
Keywords: Sofrimento
Estratégias de coping
Issue Date: 6-Jun-2022
Abstract: Enquadramento: O presente relatório enquadra-se no âmbito da unidade curricular Opção - Estágio, do segundo ano, primeiro semestre, do Curso de Mestrado em Enfermagem da Pessoa em Situação Crítica da Escola Superior de Saúde da Universidade de Trás-osMontes e Alto Douro, em consórcio com a Escola Superior de Enfermagem da Universidade do Minho. Esta unidade curricular tem prevista a realização de um estágio que decorreu de setembro de 2021 a janeiro de 2022 e a elaboração de um Relatório de Estágio que visa uma análise crítico-reflexiva das competências desenvolvidas, mais especificamente na área da enfermagem à Pessoa em Situação Crítica. No âmbito do estágio realizamos em estudo de investigação subordinado ao tema “Sofrimento e estratégias de coping dos enfermeiros numa Unidade de Cuidados Intensivos”. A exposição dos enfermeiros ao sofrimento e à morte dos seus doentes é um evento diário e habitual na sua prática profissional. Esta exposição intensa e contínua pode desencadear níveis elevados de sofrimento e angústia nestes profissionais, visto que existe uma relação inseparável entre o sofrimento do doente e o sofrimento do profissional, sendo cada parte vulnerável à outra. No entanto, pouco se sabe relativamente às estratégias de coping utilizadas pelos enfermeiros perante o sofrimento experienciado na prática profissional. Objetivos: Realizar uma análise crítico-reflexiva das competências desenvolvidas ao longo do estágio e um estudo de investigação. O estudo teve como objetivo geral analisar a relação entre o sofrimento e as estratégias de coping dos enfermeiros numa Unidade de Cuidados Intensivos Cardíacos (UCIC) de um centro hospitalar da região norte de Portugal. Como objetivos específicos, foram definidos: i) caracterizar em termos sociodemográficos e profissionais a amostra em estudo; ii) avaliar o nível de sofrimento dos enfermeiros; iii) identificar as estratégias de coping dos enfermeiros; iv) analisar a relação entre as características sociodemográficas e profissionais e o sofrimento dos enfermeiros; v) analisar a relação entre as características sociodemográficas e profissionais e as estratégias de coping dos enfermeiros; vi) analisar a relação entre o sofrimento e as estratégias de coping dos enfermeiros. Métodos: Metodologia descritivo-reflexiva das competências desenvolvidas. Estudo descritivo-correlacional e transversal, de natureza quantitativa. A população foram os enfermeiros que exercem funções numa UCIC de um centro hospitalar da região norte de Portugal. Amostragem não probabilística de conveniência (n=26). Na recolha de dados, foi aplicado um questionário de autopreenchimento aos referidos profissionais. Para avaliar o sofrimento foi utilizada a Caregiver Grief Scale e para avaliar as estratégias de coping, o Ways of Coping Questionnaire. A recolha de dados decorreu entre 25 de outubro e 07 de novembro de 2021. O tratamento dos mesmos foi efetuado através do IBM-SPSS® , versão 27, com recurso a estatística descritiva e inferencial. Resultados: Os enfermeiros da UCIC apresentam um nível intermédio de sofrimento e as estratégias de coping mais utilizadas são as centradas no problema. Não se verifica relação estatisticamente significativa entre o sofrimento e as variáveis sociodemográficas e profissionais. Constata-se uma relação estatisticamente significativa entre o sexo e as estratégias de coping centradas no problema (p=0,034), nomeadamente a procura de suporte social (p=0,049) e a resolução planeada do problema (p=0,034). As estratégias de coping não apresentam uma relação estatisticamente significativa com o sofrimento e as variáveis profissionais. No entanto, se partirmos para uma análise em segundo nível, constata-se uma correlação entre o sofrimento e a estratégia de coping distanciamento (p=0,003), tal como entre os anos de serviço e as estratégias de coping distanciamento (p=0,042) e autocontrolo (p=0,040). Conclusão: As estratégias de coping mais utilizadas pelos enfermeiros são as centradas no problema, o que explica um nível intermédio de sofrimento porque estas estratégias são mais eficazes na resolução do problema. Todavia, também recorrem a estratégias centradas nas emoções, o que pode ser salutar se, após o distanciamento, optarem por uma reavaliação positiva, focando o crescimento pessoal.
Background: This report falls within the scope of the curricular unit Option - Internship, of the second year, first semester, of the Master's Course in Nursing of the Person in Critical Situation at the School of Health of the University of Trás-os-Montes e Alto Douro, in consortium with the School of Nursing of the University of Minho. This curricular unit provides for an internship that took place from September 2021 to January 2022 and the preparation of an Internship Report that aims at a critical-reflective analysis of the skills developed, more specifically in the area of nursing to the Person in a Critical Situation. As part of the internship, we carried out a research study on the theme “Suffering and coping strategies of nurses in an Intensive Care Unit”. The exposure of nurses to the suffering and death of their patients is a daily and usual event in their professional practice. This intense and continuous exposure can trigger high levels of suffering and anguish in these professionals, as there is an inseparable relationship between the patient's suffering and the professional's suffering, with each part being vulnerable to the other. However, little is known about the coping strategies used by nurses in the face of suffering experienced in professional practice. Objectives: To carry out a critical-reflexive analysis of the competences developed during the internship and a research study. The study had as general objetive to analyze the relationship between suffering and coping strategies of nurses in a Cardiac Intensive Care Unit (ICU) of a hospital in the northern region of Portugal. As specific objectives, the following were defined: i) to characterize the sample under study in sociodemographic and professional terms; ii) assess the level of suffering of nurses; iii) identify nurses' coping strategies; iv) analyze the relationship between sociodemographic and professional characteristics and nurses' suffering; v) analyze the relationship between sociodemographic and professional characteristics and nurses' coping strategies; vi) to analyze the relationship between suffering and nurses' coping strategies. Methods: Descriptive-reflective methodology of the skills developed. Descriptivecorrelational and cross-sectional study of a quantitative nature. The population consisted of nurses working in a cardiac intensive care unit of a hospital center in the northern region of Portugal (n=26). Non-probabilistic convenience sampling. In the data collection, a selfcompletion questionnaire was applied to the referred professionals. To assess suffering, the Caregiver Grief Scale was used and to assess coping strategies, the Ways of Coping Questionnaire. Data collection took place between October 25 and November 7, 2021. Data were processed using IBM-SPSS®, version 27, using descriptive and inferential statistics. Results: UCIC nurses have an intermediate level of suffering and the most used coping strategies are problem-centered. There is no statistically significant relationship between suffering and sociodemographic and professional variables. There is a statistically significant relationship between gender and problem-centered coping strategies (p=0.034), namely seeking social support (p=0.049) and planned problem solving (p=0.034). Coping strategies do not show a statistically significant relationship with suffering and professional variables. However, if we proceed to a second-level analysis, there is a correlation between suffering and the coping distancing strategy (p=0.003), as well as between years of service and coping distancing strategies (p=0.042) and self-control (p=0.040). Conclusion: The coping strategies most used by nurses are problem-centered, which explains an intermediate level of suffering because these strategies are more effective in solving the problem. However, they also resort to emotion-centered strategies, which can be healthy if, after distancing, they opt for a positive reappraisal, focusing on personal growth.
Description: Relatório de Estágio apresentado à Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro para cumprimento dos requisitos necessários à obtenção do grau de Mestre em Enfermagem da Pessoa em Situação Crítica
URI: http://hdl.handle.net/10348/11323
Document Type: Master Thesis
Appears in Collections:TD - Dissertações de Mestrado

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