Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10348/2202
Título: Actividade lúdica e relações interpessoais em crianças com e sem necessidades educativas especiais
Autor: Alves, Vânia de Jesus Santos Sivas
Orientador: Teixeira, Carla Maria Carvalho Aguiar
Palavras-chave: Atividades lúdicas
Relações interpessoais
Crianças com e sem NEE
Data: 2010
Resumo: O propósito do presente estudo foi comparar a actividade lúdica e as relações interpessoais em crianças com e sem necessidades educativas especiais (NEE) utilizando, para tal, o Questionário de Atribuições sobre a Actividade Lúdica para Crianças (QAALC). Foram estudadas 271 crianças, 192 das quais não possuíam NEE e 79 com NEE. Todas estas crianças frequentavam as escolas do 1º ciclo das Terras de Basto (162 do sexo masculino e 109 do feminino). Estes grupos foram subdivididos em função das variáveis independentes em estudo: ter ou não NEE, sexo, grupo de idade (6-7, 8-9 e 10-12) e ano de escolaridade (1º, 2º, 3º e 4º ano). As variáveis dependentes do presente estudo foram as seguintes: relação com os pais, relação com os pares, importância da ludicidade, jogos e brincadeiras na escola, jogos e brincadeiras ao fim-de-semana, jogos e brincadeiras favoritas, jogos e brincadeiras que gostariam de fazer, com quem brincam na escola, com quem brincam ao fim-de-semana, o que os adultos pensam da brincadeira e porque os adultos não brincam como as crianças. A Análise Factorial Exploratória permitiu-nos organizar os itens em três dimensões, os quais denominámos por relação com os pais, relação com os pares e importância da ludicidade. A nossa estrutura factorial apresentou boas propriedades a nível da consistência interna, assim como a nível da adequação dos dados. As análises comparativas emergiram nos seguintes resultados: não existência de diferenças significativas entre o grupo de crianças com e sem NEE relativamente à relação com os pais e à relação com pares, bem como ao nível da importância da ludicidade. Apenas constatamos diferenças significativas entre os grupos (com e sem NEE) ao nível dos jogos e brincadeiras favoritas e na variável porque os adultos não brincam como as crianças. Os resultados evidenciam, tal como fundamenta a literatura, que existem diferenças significativas entre os sexos ao nível da relação com os pais, sendo as meninas quem mais valoriza este tipo de interacção. Tal como aponta também a literatura, verificamos existirem diferenças entre os sexos ao nível dos jogos e brincadeiras na escola, jogos e brincadeiras ao fim-de-semana, jogos e brincadeiras favoritas e jogos e brincadeiras que gostariam de fazer, evidenciando-se assim a segregação sexual nas brincadeiras. Os resultados apontam que, quanto ao grupo de idade, apenas existem diferenças significativas na dimensão relação com os pais, bem como na variável dependente porque os adultos não brincam como as crianças. Relativamente ao ano de escolaridade, verificam-se diferenças significativas ao nível das seguintes variáveis: jogos e brincadeiras favoritas e o que os adultos pensam da brincadeira. Por último, quando procuramos explorar os efeitos de interacção das variáveis entre si, verificamos diferenças significativas do sexo ao nível da relação com os pais e da variável NEE sobre a importância da ludicidade. Os resultados evidenciam assim, suporte empírico para a perspectiva teórica de que a actividade lúdica exerce uma influência significativa nas relações interpessoais das crianças, independentemente do sexo, ano de escolaridade, grupo de idade e dela possuir ou não um desenvolvimento normal.
The purpose of this study was to compare playing activity and interpersonal relationships in children with and without special education needs, using the Questionário de Atribuições sobre a Actividade Lúdica para Crianças (QAALC). The sample consisted of 271 children, 192 of whom didn´t have special education needs and 79 children with special needs. All these children attended the 1st cycle from schools of Terras de Basto (162 males and 109 females). These groups were subdivided according to the independent variables of this study: with and without special needs, gender, age group (6-7, 8-9 and 10-12), and grade (1st, 2nd, 3rd and 4th year). The dependent variables of this study were: relationship with parents, relationship with peers, the importance of play, play in school, play at the weekend, favorite play, games and activities that they would like to do, with whom they play at school, with whom they play at the weekend, what adults think of play, and why adults do not play with children. The Exploratory Factor Analysis allowed us to organize the items into three dimensions, which call for relationship with parents, relationship with peers and the importance of play. Our factor structure has good properties at the level of internal consistency, as well as the level of adequacy of the data. Comparative analysis emerged the following results: no significant differences between the group of children with and without special needs regarding the relationship with parents and the relationship with peers, as well as in the perceived importance of play. We only found differences between groups (with and without special education needs) in terms of favorite play and in the variable because adults do not play as children. As well as other studies, the results showed that there are significant differences between sexes in terms of relationship with parents, and being girls who most value this type of interaction. As the literature shows, we also found differences between this sex group in terms of games and play at school, games and play at week, favorites play and games and activities that they would like to do, thus revealing the gender segregation in play. According to age group, the results showed significant differences the variables: relationship with parents, as well as the dependent variable why adults do not play with the children. In regard to school year, there were significant differences in the following variables: games and play favorites, why adults do not play with the children. Finally, when we seek to explore the interaction effects of the variables together, we found significant sex differences at the level of relationship with parents and the variable special education needs about the importance of play. The results show thus empirical support for the theorical perspective that play activity has a significant effect on interpersonal relationships of children, regardless of gender, grade, age group and whether or not it has a normal development.
Descrição: Dissertação de Mestrado em Psicologia – Especialização em Psicologia do Exercício e Saúde
URI: http://hdl.handle.net/10348/2202
Tipo de Documento: Dissertação de Mestrado
Aparece nas colecções:OLD - Dissertações de Mestrado

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