Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10348/5697
Título: A observação de pares como estratégia de aprendizagem e desenvolvimento profissional: a visão dos professores do 1º CEB
Autor: Ribeiro, Helena Isabel Duarte Dias
Orientador: Silva, Maria Helena Santos
Lopes, José Pinto
Palavras-chave: Supervisão pedagógica
Desenvolvimento profissional
Data: 6-Abr-2016
Resumo: A Avaliação de Desempenho Docente, em Portugal, enfatizou a Supervisão Pedagógica enquanto ferramenta potenciadora de uma oferta educativa eficaz, destacando muito particularmente a importância da Observação de Pares que é condição para a progressão na carreira em alguns escalões e para a obtenção de menções qualitativas de Excelência que, ainda assim, ficam sujeitas a cotas. Esta prática supervisiva implica a existência de um supervisor que orienta e promove o desenvolvimento profissional de ambos os intervenientes no processo, com base na reflexão e na investigação, que se consubstanciam na planificação conjunta das aulas e das observações feitas, com subsequente exploração de dados e regulação de ação pedagógica. Da Observação de Pares assimconcebida, decorre o desenvolvimento profissional de professores que se impõe face à mutação permanente a que a escola está sujeita atualmente, com origem não só na evolução científica e, por conseguinte de conteúdos, mas também na própria configuração sociocultural a que é permeável e impele os agentes educativos a uma adaptação constante. Sendo a Observação de Pares deste estudo uma prática incluída num processo de Avaliação de Desempenho Docente, traduziu-se também numa classificação quantitativa e qualitativa que teve consequências diretas na progressão da carreira. Entende-se, deste modo que a Observação de Pares se apresenta sob duas visões distintas. Por um lado, o trabalho colaborativo, investigativo e reflexivo intrínseco à Observação de Pares enquanto estratégia de desenvolvimento profissional, tem por finalidade transformar a escola numa unidade orgânica, em permanente aprendizagem e afastar o individualismo que caracteriza o trabalho docente, sobretudo no caso do 1º Ciclo de Ensino Básico onde prevalece a monodocência. Por outro lado,encontra-se subvertida pela dificuldade que os professores tiveram em aceitá-la já que, no caso concreto do estudo apresentado, integrou um procedimento avaliativo que a impôs enquanto meio de obtenção de uma determinada classificação. Assim, o propósito deste trabalho foi entender qual é, na perspetiva dos professores do 1º Ciclo de Ensino Básico, em Portugal, o conceito deObservação de Parese a sua importância para o desenvolvimento profissional.Pretendeu-se ainda interpretar os motivos que levaram os professores a criticar e resistir ao procedimento e determinar o perfil daqueles que melhor aproveitaram ou poderão vir a aproveitar as vantagens da prática observativa dando-lhe um uso aproximado àquele que lhe é dado no modelo de Estudo Colaborativo da Aula. O estudo apresentado desenvolveu-se segundo o paradigma interpretativo, o que nos permitiu explorar comportamentos, perspetivas e experiências das pessoas envolvidas. Esta abordagem inclui técnicas quantitativas para poder dar uma tradução numérica aos resultados facilitando, desta forma, a sua compreensão. Por abordar um fenómeno recente que carece, ainda, de descrição sistemática, este estudo é considerado exploratório e desenvolveu-se através de um estudo de campo pós-facto, já que incide sobre um facto ocorrido sobre o qual não houve qualquer intervenção no sentido da manipulação de variáveis. A concretização do estudo implicou a seleção de dois conjuntos de participantes que por comodidade passaremos a identificar comoamostrascompostas por professores do 1º Ciclo de Ensino Básico. Uma delasfoi constituída por seisprofessores provenientes de um Agrupamento de Escolas a funcionar dentro das normas padrão, que designaremos por Tradicional. A outra amostra incluiu quatro professores que exercem funções em Agrupamentos definidos como Territórios Educativos de Intervenção Prioritária, denominados como TEIP, que se caracterizam pela especificidade dos contextos socioculturais em que se encontram inseridos e que se apresentam como sendo de risco do ponto de vista educacional. Destas duas amostras emergiram subamostras, caracterizadas pelas funções desempenhadas:observadores, todos eles a desempenhar funções de gestão nos respetivos Agrupamentos de Escolas, e observados. Todos desempenharam as respetivas funções aquando do processo de Avaliação de Desempenho Docente. Tratando-se de um estudo exploratório e dado que a seleção dos participantes não foi aleatória nem representativa as conclusões deste estudo não podem ser generalizadas à população a que dizem respeito. Os dados foram recolhidos através de uma entrevista estruturada para a qual se elaborou e validou um guião. Posteriormente foram tratados através da análise de conteúdo feita em consonância com a estrutura da entrevista. Através dessa análisefoi possível concluir que os professores participantes entendem a Observação de Pares como uma prática potencialmente promotora do seu desenvolvimento profissional mas analisam aquela em que estiveram envolvidos com uma carga avaliativa significativa o que desvirtuou a génese do conceito. Por outro lado, o desenvolvimento profissional dos professores participantes ocorre de forma pouco sustentada não respondendo às necessidades sentidas mas num claro aproveitamento da oferta formativa disponível ou da casualidade, sendo por isso isento de uma reflexão cuidada como a que se propõe na Observação de Pares. A análise dos dados indicia que o professor que melhor aproveitaria a Observação de Pares como estratégia de desenvolvimento profissional, sendo claro que será um professor com um grau académico superior à licenciatura e/ou com uma experiência profissional diversificada, nomeadamente em cargos de gestão dos Agrupamentos
Descrição: Dissertação de Mestrado em Supervisão Pedagógica
URI: http://hdl.handle.net/10348/5697
Tipo de Documento: Dissertação de Mestrado
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