Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10348/694
Title: O Estudo de uma Família com uma Criança Autista
Authors: Fernandes, Maria Goreti Martins Almeida
Advisor: Loureiro, Armando Paulo
Keywords: Autismo
Etiologia
Diagnóstico
Avaliação
Intervenção
Integração
Autism
Etiology
Diagnostic
Evaluation
Intervention
Integration
Issue Date: 2010
Abstract: Para a realização deste trabalho optámos por um estudo de um caso real, utilizando o método de investigação qualitativa, usando a entrevista para a recolha de dados. Foi escolhida esta metodologia pelo facto de se considerar a mais adequada face ao assunto em estudo: “O autismo e o seu impacto na família”. No último século, surgiram métodos e filosofias de abordagem divergentes, desde que o autismo foi descrito pela primeira vez em 1943 por Kanner. Neste trabalho, procuramos, através de uma revisão bibliográfica, fazer uma abordagem à evolução histórica do autismo, destacando algumas perspectivas sobre a sua etiologia, bem como, os meios de diagnóstico, nomeadamente no que se refere aos critérios segundo o DSMIV e o seu diagnóstico diferencial, a avaliação e intervenção. Hoje, segundo a perspectiva de Gillberg (1990), poder-se-á considerar que o autismo é uma síndrome comportamental com múltiplas etiologias e com um distúrbio de desenvolvimento, caracterizado por um deficit na interacção social, com perturbações de linguagem e alterações de comportamento. Estudos epidemiológicos sugerem taxas de Transtorno Autista de 5 casos por 10.000 indivíduos, cifrando-se o seu espectro de 1 em cada 700 a 1.000. Apesar de não haver uma cura para o Autismo, pois uma criança autista é-o para toda a vida, pode diminuir-se algumas limitações que lhe estão associadas. De acordo com o grau de comprometimento, a possibilidade do autista desenvolver a comunicação verbal, a integração social, a alfabetização e outras competências dependerá da intensidade e adequação do tratamento, bem como da intervenção mais adequada às suas características, tendo em vista desenvolver as suas potencialidades. Existem vários métodos de intervenção para as crianças com autismo, no entanto, o modelo TEACCH – modelo de intervenção estruturado e o PECS, sistema de comunicação por associação de imagens, são os que têm dado melhores resultados com a criança em estudo no nosso trabalho. A família, sociologicamente, é definida como um grupo social, sendo o primeiro e o mais importante contexto para o crescimento físico e psicológico da criança. As famílias são consideradas as primeiras instituições educativas das crianças, visto que, é no seio delas que se inicia o processo de socialização. Logo, cabe à família integrar a criança na sociedade, funcionando, também, como meio cultural de crescimento e bem – estar. Brofenbrenner (1992) defende um modelo ecológico, pelo qual há uma relação dinâmica e recíproca entre o indivíduo em desenvolvimento e os contextos que se relacionam com ele (familiar, social, económico e cultural). Daí que, se houver uma falha num dos contextos, todos os indivíduos da família são influenciados por essas alterações. A definição de autismo, corrobora que ele compromete seriamente o grupo familiar quando este assume em definitivo viver com o problema. Usualmente, as relações familiares são naturalmente afectadas quando um elemento do seu grupo apresenta uma doença, neste caso, autismo. Assim, o autismo do filho coloca os pais frente a emoções de luto pela perda da criança saudável que esperavam. Por sua vez, os irmãos assumem uma maior responsabilidade para com o irmão autista, assumindo muitas vezes, atitudes de super protecção. A família em estudo no nosso trabalho, passou por diferentes fases, até à altura do diagnóstico: duvidas, incertezas, desilusão e por fim aceitação. No meio deste turbilhão de sentimentos houve a procura da cura para o seu filho. O problema do filho acabou por unir ainda mais a família, fortalecendo os laços afectivos entre todos. A dinâmica familiar desenvolve-se num sentido único, proporcionar ao seu filho o máximo de condições para que se possa desenvolver num meio o mais normalizado possível. A grande preocupação da família é o futuro do filho.
In order to obtain a better result for this work we’ve chosen to study a real case using the method of qualitative interview to obtain the data we needed. The reason for this choice was the belief that it was the best way to treat the subject we intended to study: “Autism and its impact in family.”. During the last century, different methods and ways to treat this subject have appeared since autism was described, for the first time, in 1943 by Kanner. In this work we are looking forward to, by a bibliographic review, make an approach to the historic evolution of autism, pointing out some perspectives about its etiology, as well as means of diagnostic, namely the criteria according to DSMIV and its differential diagnostic, evaluation and intervention. Nowadays, according to Gillberg’s (1990) perspective, it is possible to say that autism is a behavioral syndrome with multiple etiologies and with a developing disorder, characterized by a social interaction deficit, with language disorder and behavioral alteration. Epidemiologic studies suggest Autism Upset rates to be such as 5 cases for every 10000 individuals, being its spectre of 1 for each 700 to 1000. Although there is no cure for autism, because an autistic child will remain autistic for all of his lifetime, it is possible to reduce some of its associated limitations. According to the disease degree, the autistic’s possibility to develop verbal communication, social integration, literacy and other capabilities will depend on the intensity and adequacy of the treatment, as well as the most adequate intervention to its characteristics in order to develop its capabilities. There are several intervention methods to autistic children, however the TEACCH model (structured intervention model) and PECS model (communication by image association system) are the ones that show the best results with the child we studied. Family, sociologically, can be defined as social system, being considered as the first and the most important context to both physical and psychological growth of the child. Families are considered as children’s first educational institutions, because it’s in their environment that takes place the beginning of the socialization process. Therefore it’s up to the family to integrate their children in the society acting, also, as a cultural mean of growth and wellness. Brofenbrenner (1992) stands for an ecological model which says that there is a dynamic and reciprocal relation between the developing individual and its surrounding contexts (family, social, economical and cultural). If it occurs a failure in one of these contexts, every single member of the family is influenced by that fact. The definition of autism tells us that it is responsible by seriously compromising the whole family group when it decides to live side by side with this problem. Normally, family relationships are naturally affected when one of its members is victim of an illness, in this particular case, autism. So, the son’s autism leads the parents to face feelings of mourning and loss of their healthy son. In other way, brothers take on themselves a great responsibility for his autistic brother, being sometimes extra protective. The family in study for our work has passed by different stages to reach the time of the diagnostic: doubt, uncertainty, disappointment and at last acceptance. Besides all of these hard feelings, there has been a search for a cure to their son disease. After all, their son illness has been an additional union factor for the family, fortifying their affective bonds. All the members of the family started working to the same objective, trying to give their child the best possible conditions so that he can develop in a normal environment. The main concern of that family was from now on the future of their child.
Description: Dissertação de Mestrado em Ciências da Educação
URI: http://hdl.handle.net/10348/694
Document Type: Master Thesis
Appears in Collections:DEP - Dissertações de Mestrado

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