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Title: A dieta do lobo e as suas implicações na conservação da espécie: caso de estudo na alcateia de Mogadouro Sul
Authors: Lemos, Samuel Franco Rosa Costa de
Advisor: Monzón Capapé, Aurora Carmen
Llaneza Rodríguez, Luis
Keywords: Canis lupus signatus
alcateia de Mogadouro Sul
dieta
análise de dejetos
tricologia
conservação
Issue Date: 26-Jan-2018
Abstract: O lobo ibérico, Canis lupus signatus (Cabrera, 1907) esteve amplamente distribuído em Portugal, mas consequência da degradação e fragmentação do habitat, da diminuição das presas selvagens e da perseguição por parte do Homem, deu-se um declínio das suas populações, levando ao seu desaparecimento nas regiões do litoral, sul e centro do país. Os estudos da dieta deste carnívoro são importantes na procura de ferramentas de conservação que minimizem a conflituosidade com os diferentes usuários. O presente trabalho teve como principal objetivo estudar a dieta de uma pequena alcateia isolada, denominada de Mogadouro Sul, através da análise de dejetos obtidos entre 2015 e o início de 2017. Esta alcateia habita no Nordeste Transmontano (Portugal) e em 2015 era constituída por quatro indivíduos, enquanto que em 2016 apenas foram identificados dois elementos. A proveniência especifica de todas as amostras analisadas (n=78) foi confirmada através da análise molecular. Previamente à análise da dieta, com base nas técnicas da tricologia, foi realizada uma coleção de referência das principais espécies de presas presentes na área de estudo (concelho de Mogadouro), tanto domésticas como selvagens. Os resultados obtidos, expressos em frequência de ocorrência (FO) e classificados de acordo com a proposta de Ruprecht (1979), demonstraram que os animais domésticos foram a categoria alimentar mais frequente da sua dieta com uma FO de 78,3 %, com especial incidência nos caprinos (40,6 % FO) que representaram cerca de 52 % da FO dos animais domésticos. Os ungulados selvagens, nomeadamente o corço e o javali, apesar de ocorrerem em toda a área de estudo, representaram apenas 21,7 % FO da dieta. A análise sazonal da mesma revelou um maior consumo de animais domésticos no verão e no outono. Os caprinos consistiram num recurso alimentar regular ao longo de todo o ano e os ovinos foram mais frequentes no verão (recurso básico), contudo, constituíram um recurso regular nas restantes estações do ano. O cão esteve sempre presente na dieta do lobo, com exceção no inverno. A presa selvagem mais consumida foi o javali, constituindo um recurso regular ao longo do ano, incrementando a sua importância na primavera (recurso básico) onde a % FO igualou a dos caprinos (36,4 % FO). Os resultados também foram expressos em biomassa consumida, no entanto, os valores obtidos foram semelhantes aos expressos em FO. Considerando os hábitos alimentares entre a época reprodutiva (inverno e primavera) e não reprodutiva (verão e outono), encontram-se diferenças significativas no consumo de presas domésticas entre ambas as épocas (p<0,05), com maior consumo na época não reprodutiva, o Resumo iv que pode ser explicado quer pela maior disponibilidade de animais domésticos nesta época, como pelas alterações no maneio e pelo maior nascimento de animais. A nível trófico, a alcateia estudada apresenta uma baixa diversidade (H’ = 0,65) e amplitude do nicho alimentar (AN = 0,55), com um elevado grau de especialização nos ungulados domésticos, principalmente nos caprinos, em parte consequência do tamanho da alcateia. Estes hábitos alimentares podem originar uma ameaça na manutenção da mesma, devido à perseguição de que possa ser alvo.
URI: http://hdl.handle.net/10348/8340
Document Type: Master Thesis
Appears in Collections:DZOO - Dissertações de Mestrado
TD - Dissertações de Mestrado

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