Utilize este identificador para referenciar este registo: http://hdl.handle.net/10348/8939
Título: Património Genético do Douro
Outros títulos: Jornadas Europeias do Património 2017-Encontro Património e Natureza
Autor: Santos, Fernanda Maria Madaleno Rei Tomás...
Castro, Isaura Alberta Oliveira De
Palavras-chave: Videira
Recursos Genéticos
Cultura in vitro
Genética Molecular
Douro
Data: Set-2017
Editora: Fundação Museu do Douro, F. P.
Citação: Leal e Castro (2017). Património Genético do Douro. In: E-Book Encontro Património e Natureza-Jornadas Europeias do Património, Museu do Douro, Peso da Régua, 22-25 de setembro de 2017. ISBN 978-989-8385-22-2. p.11-13.
Resumo: No início do século passado eram conhecidas cerca de novecentas designações diferentes de castas (Bravo e Oliveira, 1916). Na região do Douro, em municípios como Armamar, Sabrosa, Lamego ou Sta. Marta de Penaguião eram conhecidas cerca de cem designações diferentes de castas. Seguramente que esse número compreendia várias sinonímias, no entanto era indicativo da grande biodiversidade de videira existente no país. Portugal continua sendo considerado o país da Europa Ocidental com a mais elevada densidade de castas autóctones. Existem em Portugal 343 castas autorizadas para produção de vinho (Portaria nº 380/2012, 22 novembro), incluindo cerca de 250 consideradas autóctones. Pesquisas recentes revelam que a diversidade nacional de videira irá para além desses números pois estão sendo descobertos vários novos genótipos (Santos et al. 2014; Castro et al. 2012). Além disso, ainda persistem na viticultura portuguesa várias sinonímias e homonímias. Adicionalmente, as castas minoritárias, marginais e ameaçadas de extinção necessitam urgentemente de ser caracterizadas. identificação de variedades é tradicionalmente baseada em caracteres morfológicos o que apre-senta algumas limitações, principalmente devido à sua influência ambiental. O projeto europeu Genres 081 implementou marcadores moleculares que têm subjacente a amplificação de regiões de DNA do tipo microssatélites para identificação de material de Vitis. A 2ª edição da “Liste des descripteurs OIV pour les variétés et espèces de Vitis” (OIV, 2009) inclui os marcadores VVS2, VVMD5, VVMD7, VVMD27, VrZAG62, VrZAG79 (descritores 801 a 806). Os genótipos gerados podem ser comparados entre laboratórios e pesquisados em bases de dados que incluem milhares de castas (www.vivc.de). Uma grande vantagem dos marcadores microssatélites é serem co-dominantes. Desta forma, os alelos amplificados permitem estabelecer relações de paren-tesco entre cultivares . Uma vez identificadas as castas que constituem o património genético do Douro, e devidamente caraterizadas, é da maior importância a sua proteção e manutenção para as gerações futuras. Muito do material vegetal existente no início do século passado já desapareceu ou está esquecido em alguma vereda longínqua. Assim, a possibilidade de obter cópias exatas desse material (clones), de o multiplicar obtendo um elevado número de plantas e de o manter em laboratório, até ser necessá-rio e apropriado a sua transferência para o campo, assume um papel fulcral na manutenção da identidade do Douro. A cultura in vitro surge como uma ferramenta capaz de responder às preocupações referidas pois permite obter, num curto espaço de tempo, um elevado número de plantas iguais à planta –mãe,independentemente das condições climáticas. Para isso recorremos à micropropagação de plantas, processo que engloba diferentes fases que passamos a descrever. Como material de partida devemos selecionar, no campo, plantas ainda jovens e em bom estado fitossanitário. Já em laboratório o material colhido é fracionado em pequenos pedaços, eliminando-se também as folhas de modo a tornar mais fácil o processo de desinfeção. Além disso, o meio de cultura possui ainda ágar que lhe permite ter uma consistência mais sólida constituindo um bom suporte para a planta. Colocados em condições apropriadas de luz e temperatura, os explantes podem ficar nestes meios durante várias semanas enquanto se desenvolve, e cresce, a planta completa. Quando esta esgota os nutrientes existentes no meio de cultura ou atinge um tamanho apropriado ou demasiado grande para o recipiente em que se encontra, pode ser fragmentada e transferida para novos meios. Este processo de fragmentação e transferência para novos meios de cultura pode ser repetido continuamente permitindo-nos obter várias centenas de plantas em apenas alguns meses. Após algum tempo em condições ótimas, observa-se nas pequenas plantas de videira o desenvolvi-mento de raízes, este ocorre sem qualquer dificuldade. Quando as raízes se encontram bem desenvolvidas, a planta está pronta para ser transferida para turfa e se adaptar às condições do meio exterior, num processo denominado aclimatização. A partir está capaz de ser fornecida ao viticultor e voltar ao seu habitat natural.
URI: http://hdl.handle.net/10348/8939
ISSN: 978-989-8385-22-2
Tipo de Documento: Objecto de Conferência
Aparece nas colecções:DGB - Artigo de Conferência em Revista Científica não Indexada

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