Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10348/9443
Title: Perceção da dor nos doentes sedados e ventilados internados nos cuidados intensivos
Authors: Teixeira, Sílvia Diana Gonçalves Ribeiro
Advisor: Monteiro, Maria João Filomena Dos Santos ...
Keywords: Perceção
Dor
Issue Date: 30-May-2019
Abstract: Introdução: A gestão e o controlo da dor nas Unidades de Cuidados Intensivos não podem ser negligenciados na prática e intervenções de enfermagem, representando um problema largamente reconhecido. Têm-se desenvolvido ações de sensibilização e de formação dos enfermeiros, publicadas orientações técnicas e guias de boas práticas e realizados estudos para se fazer um diagnóstico da situação. Porém, as abordagens à qualidade da gestão da dor na prática de enfermagem são díspares, refletindo a sua dinâmica e o pouco consenso nesta área, o que justifica a necessidade de se estudar a perceção da dor nos doentes sedados e ventilados internados nos cuidados intensivos. Objetivos: Para este estudo de investigação foram definidos como objetivos: caracterizar do ponto vista sociodemográfico e clínico os doentes internados numa Unidade de Cuidados Intensivos; identificar o fármaco sedativo, analgésico, medidas farmacológicas e medidas não farmacológicas usadas nos doentes no primeiro dia de internamento e no dia da extubação; avaliar a perceção da dor por parte dos doentes internados numa Unidade de Cuidados Intensivos no primeiro dia de internamento e no dia da extubação com recurso à Escala Numérica, à Escala de Comportamentos Indicadores de Dor (ESCID); avaliar a sedação dos doentes internados numa Unidade de Cuidados Intensivos com recurso à Escala Richmond agitation sedation scale (RASS). Métodos: Realizou-se um estudo retrospetivo, segundo uma abordagem de estudo de caso, com recurso a uma amostra não probabilística de conveniência, composta por 16 doentes, cuja maioria é do sexo masculino, com uma média de idades de 60.1 anos e as situações clínicas mais dominantes foram as do foro cirúrgico. O período de recolha de dados decorreu numa Unidade de Cuidados Intensivos de um Centro Hospitalar da região centro do país, entre abril a novembro de 2018. Resultados: O fármaco sedativo mais usado na avaliação inicial foi o Propofol, seguindo-se o Midazolam. Quanto ao fármaco analgésico na avaliação inicial, o mais usado foi o Alfentanil e no dia da extubação o Tramadol. Em relação às medidas farmacológicas no dia da avaliação inicial, apenas 8 doentes foram sujeitos a medidas farmacológicas, sobressaindo a Hidrocortisona e o Propofol. No dia da extubação, também 8 doentes foram sujeitos a medidas farmacológicas, com prevalência da Hidrocortisona e do bólus Propofol. Registaramse casos em que os doentes apresentavam dor, estando uma grande parte dos doentes sedados. No primeiro dia de internamento, e quanto à avaliação da dor através da ESCID, constata-se que a maioria dos doentes não apresenta dor e no dia da extubação predomina a ausência de registos. No dia da extubação a maioria dos doentes classifica a dor no valor 0, ou seja, não apresentam dor. Quanto à avaliação da sedação, através da RASS, no primeiro dia de internamento constata-se que a maioria dos doentes apresentam valores entre -5 e -3, a que corresponde a um estado de total sedação, ou seja, os doentes não apresentam resposta a estímulos verbais ou físicos. No dia da extubação, apenas oito doentes apresentam registos, sendo que para estes o valor é de 0, ou seja, os doentes encontram-se calmos. Conclusão: Verifica-se que a maioria dos doentes não apresentam dor, quer no primeiro dia de internamento, quer no momento da extubação. Os registos em relação à avaliação da dor são insuficientes, pelo que na sua prática clínica diária, os enfermeiros não podem subvalorizar a avaliação e gestão da dor, reconhecendo-se a importância e a necessidade de avaliação de todos os doentes em situação crítica. Por conseguinte, deve dar-se relevância ao desenvolvimento de ações de formação na área da dor em doentes críticos, com base em orientações estratégicas no sentido de promover competências específicas nos enfermeiros, para que estes possam assumir uma maior capacidade na avaliação e gestão da dor. Assumese também como importante a colaboração e apoio de equipas multidisciplinares e específicas de modo a assegurar a avaliação e gestão da dor, em doentes internados em UCI’s.
Introduction: The management and control of pain in the Intensive Care Units can not be neglected in practice and nursing interventions, representing a widely recognized problem. Nursing awareness and training actions have been developed, technical guidelines and good practice guides have been published and studies have been carried out to make a diagnosis of the situation. However, the approaches to the quality of pain management in nursing practice are disparate, reflecting its dynamics and the lack of consensus in this area, which justifies the need to study the perception of pain in sedated and ventilated patients hospitalized in intensive care. Objectives: For this research study, the following objectives were defined: to characterize, from a sociodemographic and clinical viewpoint, the patients hospitalized in an Intensive Care Unit; characterize the sedative drug, analgesic, pharmacological measures and nonpharmacological measures used in patients on the first day of hospitalization and on the day of extubation; to evaluate the perception of pain by patients hospitalized in an Intensive Care Unit on the first day of hospitalization and on the day of extubation using the Numerical Scale, the Pain Indicator Behavior Scale (ESCID); to evaluate the sedation of patients admitted to an Intensive Care Unit using the Richmond Agitation Sedation Scale (RASS). Methods: A retrospective study using a non-probabilistic convenience sample comprised 16 patients, the majority of whom were male, with a mean age of 60.1 years, and clinical situations more dominant were those of the surgical forum. The data collection period was carried out in an Intensive Care Unit of a Hospital Center in the central region of the country between April and November of 2018. Results: The most widely used sedative drug in the initial evaluation was Propofol, followed by Midazolam. As for the analgesic drug in the initial evaluation, the most used was Alfentanil and on the day of extubation Tramadol. Regarding the pharmacological measures on the day of the initial evaluation, only 8 patients were subjected to pharmacological measures, with hydrocortisone and Propofol standing out. On the day of extubation, 8 patients were also submitted to pharmacological measures, with a prevalence of Hydrocortisone and Propofol bolus. There have been cases in which patients presented pain, with a large proportion of the patients being sedated. On the first day of hospitalization, and regarding the evaluation of pain through the ESCID, it is verified that the majority of the patients do not present pain and on the day of extubation the absence of registries predominates. On the day of extubation, most patients classify pain as 0, ie they do not have pain. Regarding the assessment of sedation, through the RASS, the first day of hospitalization shows that most patients present values between -5 and -3, which corresponds to a state of total sedation, ie patients do not have a response to verbal or physical stimuli. On the day of extubation, only eight patients have registries, for which the value is 0, that is, the patients are calm. Conclusion: It is verified that the majority of patients do not present pain, either on the first day of hospitalization or at the time of extubation. Records for pain assessment are insufficient, so in their daily clinical practice, nurses can not undervalue pain assessment and management, recognizing the importance and need for evaluation of all critically ill patients. Therefore, the development of training actions in the area of pain in critically ill patients should be based on strategic guidelines to promote specific skills in nurses so that they can assume a greater capacity in the evaluation and management of pain . It is also important to collaborate and support multidisciplinary and specific teams in order to ensure the evaluation and management of pain in patients admitted to ICUs.
Description: Dissertação de Mestrado em Enfermagem da Pessoa em Situação Crítica
URI: http://hdl.handle.net/10348/9443
Document Type: Master Thesis
Appears in Collections:TD - Dissertações de Mestrado

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