Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10348/9551
Title: Infeções bacterianas do trato urinário em cães e gatos
Authors: Oliveira, Ana Margarida Correia de
Advisor: Coelho, Ana Cláudia Correia
Vilhena, Hugo Corte-Real
Keywords: Animais de companhia
infeções bacterianas
Issue Date: 3-Sep-2019
Abstract: As infeções bacterianas do trato urinário (ITU) são doenças infeciosas frequentes na prática clínica de animais de companhia. Este estudo englobou todos os animais que se apresentaram à consulta no Hospital Veterinário do Baixo Vouga com suspeita de infeção urinária e aos quais foi realizada cultura urinária, entre 01 de Janeiro de 2015 e 31 de Janeiro de 2019. O objetivo deste estudo foi efetuar uma análise epidemiológica de variáveis demográficas e clínicas (espécie, raça, género e a idade ao diagnóstico) e caracterizar a etiologia, de origem bacteriana, das infeções. Neste estudo foram analisados, de forma retrospetiva, os dados de 218 animais, dos quais 131 canídeos (59 machos e 72 fêmeas) e 87 felídeos (54 machos e 33 fêmeas). Em ambas as espécies, os animais adultos (1-10 anos) foram os que apresentaram maior afluência ao hospital veterinário por suspeita de ITU e realização de urocultura, seguidos dos animais com idade avançada (10 anos ou mais). Em felídeos, os gatos sem raça definida apresentaram uma maior frequência de suspeita de ITU, seguidos da raça Persa. Nos canídeos, à semelhança dos felídeos, os animais sem raça definida apresentaram frequências superiores de suspeita de ITU, seguidos dos animais da raça Labrador Retriever. Dos 218 animais analisados, 74 (33,9%) obtiveram resultado positivo em cultura dos quais 20/87 (23,0%) eram gatos e 54/131 (41,2%) eram cães. Escherichia coli foi a bactéria mais frequentemente isolada, em ambas as espécies seguida de Klebsiella pneumoniae, Kocuria kristinae e Staphylococcus coagulase positiva, nos felídeos. Nos canídeos Staphylococcus pseudintermedius e Proteus mirabilis foram os mais frequentes a seguir a E. coli. A maioria dos microrganismos isolados da urina, dos canídeos e felídeos, fazem parte da microbiota urogenital, sugerindo uma infeção por via ascendente. Na maioria das bactérias isoladas verificou-se resistência aos antibióticos selecionados para tratamento. Os resultados do presente estudo reforçam o uso de antibioterapia racional e consciente e a necessidade do estabelecimento de guidelines locais de acordo com os padrões obtidos por estudos epidemiológicos. Este estudo corrobora estudos anteriores que referem que as infeções bacterianas do trato urinário são um problema clínico frequente em animais de companhia.
This study included all the animals that came to the consultation at the Veterinary Hospital of Baixo Vouga, Águeda, with suspected urinary infection and to which urinary culture was carried out during the period from January 1st, 2015 to January 31st, 2019. The objective of this study was to perform an epidemiological analysis of demographic and clinical variables (species, race, genre and age at diagnosis) and to characterize the bacterial aetiology of the infections. Within the study period, retrospective data of 218 animals were analysed through their clinical files, of which 131 were canids (59 males and 72 females) and 87 felids (54 males and 33 females). In both species, adult animals (1-10 years old) were the ones that presented the most affluence to the veterinary hospital, due to the suspicion of urinary infection and realisation of urine culture, followed by the advanced age ones (10 years old or more). Within the felid species, the European Shorthair had a higher incidence of suspected urinary infection, followed by the Persian breed. In the canid species, similar to the felids, the crossbreed animals had higher frequencies, followed by the Labrador Retriever. Of the 218 evaluated animals, 74 (33,9%) had positive results in urine culture, in which 20/87 (23,0%) were cats and 54/131 (41,2%) dogs. Escherichia coli was the most frequently isolated bacteria in both species followed by Klebsiella pneumoniae, Kocuria kristinae and Staphylococcus coagulase positive in cats. In canids, Staphylococcus pseudintermedius and Proteus mirabilis were the most frequent after E. coli. Most of the microorganisms isolated from the urine of canids and felids, are part of the urogenital microbiota, suggesting an ascendant infection. Resistance to antibiotics selected for treatment was found in most of the isolated bacteria. The results of the present study intensify the use of rational and conscious antibiotics and the need to establish local guidelines according to the standards obtained by epidemiological studies. This study corroborates previous studies reporting that bacterial urinary tract infections are a frequent clinical problem in companion animals.
Description: Dissertação de Mestrado Integrado em Medicina Veterinária
URI: http://hdl.handle.net/10348/9551
Document Type: Master Thesis
Appears in Collections:DCV - Dissertações de Mestrado
TD - Dissertações de Mestrado

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