Please use this identifier to cite or link to this item: http://hdl.handle.net/10348/9565
Title: Literacia para a saúde em estudantes do ensino superior
Authors: Pinto, Cláudia Margarida de Sousa
Advisor: Carvalho, Amâncio António De Sousa
Keywords: Literacia para a Saúde
Estudantes
Issue Date: 25-Jul-2019
Abstract: A literacia para a saúde (LS) traduz-se na capacidade de tomada de decisões em saúde fundamentadas e na capacidade para procurar informação relevante, assumindo assim a responsabilidade relacionada com o estado de saúde do próprio indivíduo. Considerando estas competências, a LS constitui-se como um conceito chave na promoção da saúde e na prevenção e gestão da doença. Objetivos: Analisar a relação entre o nível de literacia para a saúde e as características sociodemográficas, IMC, perceção do estado de saúde, utilização dos serviços de saúde e participação nos PSE. Metodologia: Estudo epidemiológico observacional, descritivo-correlacional, transversal e de abordagem quantitativa, com uma amostra de 351 estudantes do ensino superior. Utilizou-se como instrumento de colheita de dados um questionário, que incluiu o HLS- EU-PT, preenchido pelos estudantes por via online. A análise estatista foi efetuada utilizando o programa SPSS, versão 25.0, com recurso à estatística descritiva e inferencial. Resultados: A maioria dos estudantes era do sexo feminino (69.5%), pertencia ao grupo etário dos 18 aos 23 anos (72,4%), com idades compreendidas entre os 18 e os 54 anos, a média da idade foi de 23,54±7,43 anos, frequentava a licenciatura (65,05%), não sendo detentor de grau académico (70,1%), enquadrava-se na categoria de IMC - peso normal (70,9%), e reportou rendimento mensal per capita do agregado familiar entre os 1000-1999 euros (37,3%). O maior grupo dos pais possuía como habilitações literárias o 1.ºciclo (24,2%) e das mães o 2º ciclo (22,2%). A maioria dos estudantes (61%) afirmou nunca ter participado em PSE, e dos que responderam afirmativamente (39,0%), a grande maioria (89.8%) considerou-os relevantes para a LS. A maioria dos estudantes (66,4%) possuía um nível de LS Global limitada (inadequada/problemática). A proporção das categorias da LS Global difere significativamente entre os dois sexos e entre os estudantes com diferentes níveis de rendimento, sendo que os estudantes do sexo masculino se enquadram maioritariamente na categoria L. Excelente e os estudantes com rendimentos entre os 250-499 euros na categoria L. Problemática. Apresentam ILS superior, os estudantes com IMC de baixo peso, assim como os que percecionavam melhor estado de saúde, ausência de limitações em saúde e ainda os que referem participação nos PSE. Os estudantes com piores perceção do estado de saúde enquadraram-se mais na categoria L. Inadequada e os que reportaram não ter limitações de saúde na categoria L. Excelente. Os estudantes que recorreram com maior frequência a outros profissionais de saúde enquadram-se mais na categoria L. Excelente. Conclusões: A LS Global dos estudantes do ensino superior desta amostra é predominantemente limitada, apresentando resultados simulares aos obtidos por outras investigações. Os fatores que se constataram estarem relacionados com o ILS Global foram o IMC, perceção do estado de saúde, limitações do estado de saúde e participação em PSE. Os fatores relacionados com as categorias da LS Global foram o sexo, rendimentos, perceção do estado de saúde, limitações do estado de saúde e frequência de consulta a profissionais de saúde. Perante os níveis de LS limitados identificados, confirma-se a necessidade de investimento na educação para a saúde, capacitando o indivíduo para a gestão da sua saúde, a nível individual e coletivo. A intervenção do EEEC, cujas competências convergem com os pressupostos referidos, pode ter implicações favoráveis no incremento da LS.
Health literacy (HL) translates into informed decision-making in health and the ability to seek relevant information, thus taking responsibility for the individual's health status. considering these competences, health literacy is a key concept in health promotion and disease prevention and management. Objectives: Analyze the relationship between the level of health literacy and sociodemographic characteristics, BMI, perception of health status and use of health services. Methods: Observational, descriptive-correlational, cross-sectional, quantitative-based epidemiological study with a sample of 351 students from higher education. A validated questionnaire was used as a data collection instrument, which included the HLS-EU-PT, completed online by students. Statistical analysis was performed using the SPSS program, version 25.0, using descriptive and inferential statistics. Results: The majority of the students were female (69.5%); they belonged to the 18-23 age group (72.4%), aged 18-54 years, the mean age was 23, 54 ± 7.43 years, attended the degree (65.05%), and did not hold any academic degree (70.1%), was in the category of BMI - normal weight (70.9%), and reported a household monthly income between 1000-1999 euros (37.3%). The largest group of parents had the first cycle (24.2%) and the second (22.2%) of the mothers. Most of the students (61%) said they had never participated in PSE. Of those who answered affirmatively (39.0%), the clear majority (89.8%) considered them relevant to SL. Most students (66.4%) had a limited overall HL level (inadequate / problematic). The proportion of HL Global categories differs significantly between both sexes and between students with different levels of income, with male students falling in the Excellent L. category, and students with incomes between 250-499 euros in Problematic L. Higher HL scores present students with low-weight BMI, as well as those who perceived better health status and absence of health limitations and students who report participation in the school health programs. The students with worse perception of health status were more in the category L. Inadequate and those who reported not having limitations in the category L. Excellent. Students who have used other health professionals more frequently fall into the Excellent L. category. Conclusions: The HL Global of higher education students in this sample is predominantly limited, presenting similar results to those obtained by other investigations. The factors that were found to be related to HL Global were BMI, general health status, health limitations and participation in school health programs. The factors related to the HL Global categories were Sex, income of the household, perceived state of health, limitations of the state of health and frequency of consultation with other health professionals. Given the limited HL levels identified in this research, there is a need for health policies, and for health entities and health professionals themselves, to invest in health education in this community in the various dimensions, enabling the individual to manage individual and collective health. The intervention of the specialist nurse practitioner in community nursing, whose competences converge with the assumptions, can have favorable implications for increasing HL.
Description: Dissertação de Mestrado em Enfermagem Comunitária
URI: http://hdl.handle.net/10348/9565
Document Type: Master Thesis
Appears in Collections:DESMC - Dissertações de Mestrado
TD - Dissertações de Mestrado

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