Efeito de um programa de exercício físico controlado de forma presencial ou remota na qualidade de vida e capacidade funcional em mulheres em tratamento do cancro da mama

Data
2023-07-19
Autores
Monteiro, Gabriéla Matos
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Resumo
O cancro da mama é o tipo de cancro mais comum em mulheres em todo mundo e em Portugal, tendo sido a maior causa de morte de mulheres portuguesas com doença oncológica. Esta doença provoca inatividade física durante o seu tratamento devido aos efeitos secundários provocados pela quimioterapia. A prática de exercício físico durante a quimioterapia tem-se revelado eficaz na redução desses sintomas adversos. Desta forma, torna-se pertinente estudar formas de aplicar os programas de exercício físico durante o tratamento de quimioterapia do cancro da mama. Assim, o objetivo do presente estudo foi comparar a eficácia do controlo de um programa de exercícios, de fácil aplicação, de forma remota ou presencial, em mulheres com cancro de mama, em fase de tratamento com quimioterapia. Para o efeito foram selecionadas, entre as doentes em tratamento com cancro da mama do centro Hospitalar de Trás-os-Montes e Alto Douro, 12 participantes, do sexo feminino, com uma média de idade de 52,33±9,23 anos, uma estatura de 156,26±4,92 cm, uma massa corporal de 71,14±20,01 kg e um índice de massa corporal de 29,33±9,54 kg/m2, e divididas em dois grupos experimentais e um de controlo. Os grupos experimentais realizaram o mesmo programa de exercícios, com uma frequência semanal de duas vezes, composto pela combinação de exercícios predominantemente aeróbios e anaeróbios, diferindo somente na forma de orientação, presencial (GEP) e remota (GER), e o grupo de controlo (GC) continuou com a sua rotina diária. Foi avaliada a qualidade de vida, fadiga e capacidade funcional auto relatada através dos questionários da European Organisation for research and Treatment of Cancer (EORTC) QLQ-30 e QLQ-BR23. Igualmente, foi avaliada capacidade funcional através dos testes: i) teste de sentar e levantar de uma cadeira; ii) flexão de cotovelo; iii) sentar e alcançar; iv) alcançar atrás das costas; v) teste de levantar; vi) caminhar 2,44 e voltar a sentar; v) e teste de andar 6 minutos. Os questionários e testes foram aplicados nos momentos antes (T0) e após (T1) tratamento de quimioterapia. Não foram observadas diferenças significativas entre o GEP e o GC em nenhuma variável analisada. No teste de andar 6 minutos observou-se uma diferença significativa (p=0,01) entre o GEP e GC, em que o GEP teve um aumento de 9,80% e o GC uma diminuição de 28,80%. Não foram observadas diferenças significativas em mais nenhuma variável entre grupos. Desta forma podemos concluir que não existe diferenças significativas, nas variáveis analisadas entre as supervisões remotas ou presencias das sessões do programa de exercícios. Contudo, esta conclusão deve ser interpretada com cautela devido ao reduzido número da amostra.
Breast cancer is the most common cancer in women worldwide and in Portugal and has been the leading cause of death for oncologic Portuguese women. This disease causes physical inactivity during its treatment due to the side effects caused by chemotherapy. The practice of physical exercise during chemotherapy has proved effective in reducing these adverse symptoms. Thus, studying how to apply for exercise programs during breast cancer chemotherapy treatment is pertinent. Thus, the aim of the present study was to compare the efficacy of controlling an exercise program, which is easy to apply remotely or in person in women with breast cancer undergoing chemotherapy treatment. For this purpose, they were selected, among the patients receiving breast cancer at the Hospital centre of Trás-os-Montes and Alto Douro, twelve female participants with an average age of 52.33±9.23 years, a height of 156.26±4.92 cm, a body mass of 71.14±20.01 kg and a body mass index of 29.33±9.54 kg/m2, and divided into two experimental and one control groups. The experimental groups performed the same exercise program, with a weekly frequency of two times, composed of the combination of predominantly aerobic and anaerobic exercises, differing only in the form of orientation, face-to-face (GEP) and remote (GER), and the control group (CG) continued with its daily routine. Quality of life, fatigue and selfreported functional capacity were evaluated through the European Organization for Research and Treatment of Cancer (EORTC) questionnaires QLQ-30 and QLQ-BR23. Also, functional capacity was evaluated through the tests: i) sit and lift test from a chair; ii) elbow flexion; iii) sit and reach; iv) reach behind the back; v) lift test; vi) walk 2.44 and sit again; v) and test walk 6 minutes. The questionnaires and tests were applied in the moments before (T0) and after (T1) chemotherapy treatment. No significant differences were observed between the GEP and GC in any variable analyzed. In the 6-minute walking test, a significant difference was observed (p=0.01) between the GEP and CG, in which the GEP had an increase of 9.80% and the CG had a decrease of 28.80%. No significant differences were observed in any other variables between groups. Thus, we can conclude that there are no significant differences in the variables analyzed between the remote or face-to-face supervision of the exercise program sessions. However, this conclusion should be interpreted with caution due to the small sample.
Descrição
Esta Dissertação foi expressamente elaborada com vista à obtenção do grau de Mestre em Ciências do Desporto – Especialização em Avaliação e Prescrição na Atividade Física
Palavras-chave
Cancro da Mama , Controlo do exercício físico
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