Efeito de banho de imersão em água fria, quente ou contraste, na recuperação muscular em indivíduos do sexo feminino

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2023-06-20
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Resumo
Introdução: A prática de treino de força (TF) traz imensos benefícios para a saúde e contribui para o aumento da hipertrofia muscular. O uso de métodos de recuperação muscular com o objetivo de melhorar a performance tem vindo a crescer. Contudo, existe alguma discordância e falta de evidências na eficácia das intervenções usadas. Assim, este estudo tem como objetivo estudar os efeitos da utilização da água fria, água quente e contraste na recuperação muscular após exercício físico, através da temperatura superficial da pele e espessura muscular. Métodos: Para o efeito, 11 jovens, caucasianas, não praticantes de TF, com idade média de 20,81 ± 2,18 anos, foram submetidos a um protocolo de exercícios de TF (5 séries de Exercício de Flexão de cotovelo no banco Scott a 70% da 1RM), em 4 sessões, separadas entre si por 7 dias, diferindo entre si no método de recuperação, nomeadamente: i) CWI, imersão em água fria; ii) HWI, imersão em água quente; iii) CWT, imersão alternada em água fria e água quente; e iv) recuperação passiva. A ordem de utilização do método de recuperação foi randomizada. Em cada sessão foi registado a temperatura superficial da pele e a espessura muscular nos momentos pré, após o exercício, imediatamente após intervenção, assim como 24h, 48h e 72h após, com o intuito de medir a resposta inflamatória e o edema muscular. Para análise inferencial foi usada uma ANOVA para medidas repetidas com o modelo 4 intervenções x 6 momentos, com post-hoc de Bonferroni. O nível de significância foi estabelecido em 5%. Resultados: Em relação à temperatura superficial da pele, a variável braço dominante (BD) demonstrou um efeito momento (Z(5,50)=122,344; p=0,00; µp 2 =0,924) uma interação intervenção x momento (Z(15,150)=149,0; p=0,00; µp 2= 0,937) e efeito intervenção (Z(3,30) = 50,495; p=0,00; µp 2 = 0,831). Em relação à variação do braço dominante (VBD) um efeito momento (Z(5,50)=132,797; p=0,00; µp 2=0,93) uma interação momento x intervenção (Z(3,30)=82,212; p=0,00; µp 2= 0,892) e um efeito intervenção Z(15,150)= 174,090; p=0,00; µp 2= 0,146). Em relação à espessura muscular um efeito momento (Z(5,50)=13,361; p=0,00; µp 2=0,625). Não foi observada diferenças significativas nas variáveis analisadas entre intervenções. Conclusão: Tendo como base os presentes resultados, não existe nenhuma vantagem na recuperação muscular após exercício de TF, entre as intervenções utilizadas. Deve-se ter em conta que estes resultados só podem ser extrapolados para amostras com características idênticas à utilizada no presente estudo.
Introduction: Strength training (TF) has many benefits to one's health and contributes to increase muscle's hypertrophy. The use of muscle recovery methods to improve performance has been on the rise. However, there is some disagreement and lack of evidence on the effectiveness of the interventions used. Thus, this study aims to study the effects of cold water, hot water and contrast on muscle recovery after physical exercise, through the skin's surface temperature and muscle thickness. Methods: For this purpose, 11 young, caucasian women, non practitioners of ST, with ages between 20.81 ± 2.18 years, were submitted to a ST exercise protocol (5 series of Elbow Flexion Exercise on Scott bench at 70% of 1RM), in 4 sessions, separated from each other by 7 days, differing in the recovery method, namely: (i) CWI, cold water immersion; (ii) HWI, hot water immersion; (iii) CWT, alternating cold and hot water immersion; and (iv) passive recovery. The order of use of the recovery method was randomised. IN each session the skin's surface temperature and muscle thickness were recorded in the moments pre and post exercise, immediately after intervention, as well as 24h, 48h and 72h after, in order to measure the inflammatory response and muscle edema. For inferential analysis it was used an ANOVA for repeated measures with the model 4 interventions x 6 moments, with Bonferroni post-hoc. The significance level was set at 5%. Results: Regarding the skin's surface temperature, the variable dominant arm (BD) showed a moment effect (Z(5,50)=122.344; p=0.00; µp 2 =0.924) an intervention x moment interaction (Z(15,150)=149.0; p=0.00; µp 2 = 0.937) and intervention effect (Z(3,30) = 50.495; p=0.00; µp 2 = 0.831). In relation to the dominant arm variation (VBD) a moment effect (Z(5,50)=132.797; p=0.00; µp2=0.93) a moment x intervention interaction (Z(3,30)=82.212; p=0.00; µp 2 = 0.892) and an intervention effect Z(15,150)= 174.090; p=0.00; µp 2 = 0.146). In relation to muscle thickness a moment effect (Z(5,50)=13.361; p=0.00; µp 2 =0.625). No significant differences were observed in the variables analysed between interventions. Conclusion: Based on the present results, there is no advantage in muscle recovery after TF exercise, between the interventions used. It should be taken into account that these results can only be extrapolated to samples with characteristics identical to the ones used in the present study.
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Palavras-chave
Treino de Força , Imersão em água fria
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